Raul Seixas, "Ouro de tolo". Faz todo sentido o "Inclua-me fora disso"; inclua-me no conjunto "fora disso" e não no conjunto "dentro disso". São mundos diferentes. Charlie Brown Jr., "Não uso sapato".
É legal descacetar, é da cultura, mas até às 16h seu foco não pode estar nisso. "O futebol é a coisa mais importante entre as menos importantes", Arrigo Sacchi. Onde interessa, a gente sempre perde para o Japão. Quando eu era crianço, se falava que a pessoa que jogava mal futebol era "japonês de bola"; o Brasil é "japonês de bola" em outros esportes. Raul Seixas, "Super-Heróis". Legião Urbana, "Perfeição". No Japão, o jogo é terça-feira, às 4 da manhã. Os fusos-horários; fusos horários; se fosse em alemão, fusoshorários, porque eles criam palavras assim, de modo aglutinante. Convencionou-se uma referência para o horário. O meridiano de Greenwich, que passa sobre um lugar em Greenwich. Tóquio é GMT +9h. A referência natural é que cada lugar é um horário, você não tem que sincronizar isso.
Acertei o seu relógio. http://pcdsh01.on.br/ . A Hora Legal Brasileira. Pontualidade. Fazer esperar é um proncípio de relação de poder. Ao horário pactuado.
Já pensou o Sol Nascente da Grandeza Japonesa no Futebol, 6h de 30/06/2026? É possível? É, desde que o Japão não se intimide diante do Brasil, não permita que o Brasil defina o Japão e que o Japão possa fazer o que tem que fazer para vencer.
Um dia em que as partículas suspensas no ar fazem com quem as pessoas vejam o Sol vermelho. O Japão vem trabalhando nisso há muito tempo. Não basta trazer estrangeiros que saibam fazer, é preciso incorporar um jeito de fazer; se o Japão jogar como uma seleção de videogame, que nada faz além da programação, este feito não será realizado. Não por virtude do Brasil, e sim por uma limitação à qual o Japão escolheu continuar obedecendo. A geração que trouxe do zero até aqui; a geração que levará daqui até a taça. A geração que lenhou o mato, a geração que construí as bases, a geração que ergue a construção, "Nenhuma geração é superior às gerações que as precederam". Gerações passadas de brasileiros que jogaram no Japão, como Zico, Zinho. Cidade Negra, "A estrada". Para buscar um parâmetro de comparação recente, comparem com a geração de Cafu, Dida. O Brasil depende de um jogador marcar gol em um momento individual; o problema é que o cara não pode pegar a bola e falar "Eu resolvo", porque ele não pode ameaçar a posição de divindade do Neymar. Marcelo D2, "Qual é?". Quando não se puder questionar a divindade do Neymar, pode fechar. Você reconhece uma assimetria potencial, e elabora sua estratégia para que o placar não reflita essa assimetria. Retranca, ou uma posição prioritaria, sem acento neste caso, e eminentemente defensiva defensiva, e contra-ataque para gerar bola parada, 1 a 0 para o Japão é 7 a 1. Você pode ter jogado muito melhor, criado mais, e perdido por 1 a 0 em um gol de falta. Ou de escanteio com um japonês acertando o chute da vida em uma bola rebatida.
"(...) Dizem que o amor (dela) a trai". A interpretação é válida desde que se sustente e resista aos escrutínios.
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