quarta-feira, 5 de agosto de 2026

As mídias digitais mentem. Marisa Monte, "Depois".

Um lead. O que é um lead? O que te fará entender o que é um lead?. Um lead é isso; pelo Id do Freud. É um contato com intenção de compra provada, provável ou possível. Criamos 3 categorias de leads, intenção de compra provada, provável ou possível. O que define um lead é possibilidade de fechamento de negócio. Então você vai focar nos leads, porque o foco está nos resultados. 

Você tem os contatos. "Todo contato é lead?". Não. Você passa os contatos pelo funil de vendas. Aí, os que passam até determinados estágios do funil de vendas são leads. 

O que é um funil de vendas? 

 



Já está errado, o funil de vendas não começa por aqui, exceto se você já tiver uma etapa anterior que envia só leads para voê; o SDR, do inglês Sales Development Representative. É o profissional de pré-venda.

Agora sim. Lead é um contato ou visitante que já passou por uma filtragem e demonstrou intenção de compra provada, provável ou possível. Nego investe dinheiro em mídia digital para trazer contatos, que as mídias digitais falam que são leads. Cada contato tem um custo, cada contato é visto como um ativo. Eles estão controlando como você lida com esses ativos; eles querem eficiência na transformação de contatos em vendas. Se você, ao olhar deles, não é eficiente nisso, você é um profissional que começa a custar caro para eles.

Tudo o que as mídias digitais mandam para você é lead? Nem a pau. O cara clicou errado no anúncio, clicou e nem sabe por que clicou, o botão de "fechar" o anúncio era minúsculo e o cara clicou para fechar mas abriu o anúncio, e por algum motivo, por ser agenciado pela lógica do anúncio, deu sequência, talvez para não dizer "não" a um poder. Você está pagando para receber leads de mídias digitais, porém está recebendo mais contatos que leads. Além de pagar caro, ainda tem que adicionar uma linha de filtragem ao funil de vendas para obter os leads da massa que recebe. Pare de fuder sua equipe.

Falar para toda uma massa, de modo que pudesse trazer os contatos do meio dessa massa; as mídias digitais, com o Big Data, o algoritmo,  a puta que pariu, prometem acertar indivíduo por indivíduo. Fazendo uma pesquisa sobre preços de veículos; não significa a intenção de compra de um carro. Aí começam a te mandar anúncios de carros, condizentes com o que o Big Data tem sobre você. Mas eu não vou comprar carro, é uma perda de tempo, e tempo é dinheiro, enviar anúncios de carros e de concessionárias para mim. Eu tenho uma Chevrolet S-10? Para que me mandar anúncio de recall de Chevrolet S-10? "Porque alguém perto de você ou um contato seu tem Chevrolet S-10". Você espera que isso me infecte para eu transmitir para ele? A propaganda do vírus. "Não é não"; não, não e acabou", melhor para todo mundo. Jamiroquai, "Virtual Insanity". A Coréia do Norte fará o que está determinada a fazer; a Coréia do Norte está determinada a não comprar; a Coréia do Norte não comprará. Porque o Kim Jong-Un não autoriza a compra. O Kim Jong-Un tem bomba atômica. Deixe o Kim Jong-Un quieto e parta para o próximo. 100% de ataque, 100% de defesa. "A instância ordenadora de despesas não autoriza". "E quem é a instância ordenadora de despesas?". "It's not your business". "Eu mesmo". "Você é mal-educado". "Você é invasivo e agressivo; diante do invasivo e agressivo, sou assertivo e firme". "Encerro o contato; no próximo contato, serei rude.". É só me respeitar. Deixe de ser idiota em insistir em mim e parta para o próximo, é mais inteligente e mais eficiente. Matanza, "Tudo errado". Bill Halley and His Comets, "Rock Around The Clock".

Vovó quer comprar um Vovórolla. "O menino de Vó vai deixar Vovó", Pisadinha do Barão. É um Vovôrolla, para levar do ponto A ao ponto B com confiabilidade e durabilidade. https://youtube.com/shorts/Styg2ng47tA?is=xc8VoxuRWrUnMBhz . É uma coisa que se retroalimenta, é carro de véio e o véio não sabuga e cuida do carro. Se bem cuidado, abre a boca e venda, com nego pagando acima da FIPE, é rei da revenda; o que quer dizer, nego quer confiabilidade e não ficar gastando com o carro; é é um bem simbólico de casta mediana. https://youtube.com/shorts/HjuH42lD_z0?is=QGt045kKCSrmjwlK . Há 5 concessionárias Toyota na cidade, Vovó contata as 5. 4 falam para Vovó o preço, uma manda para Vovó o preço do Yaris. Nem está em linha no Brasil, mas para ilustrar. Dá mais dinheiro para a Toyota vender Yaris Cross, o que significa mais rentabilidade em alocar recursos de produção para produzir Yaris Cross do que Yaris, que é um puta de um carro, mas no Ecossistema Toyota te coloca em posição inferior ao do corollário. Aí a concessionária que mandou o preço do Yaris é mais atraente, e Vovó vai lá. Chegando lá, o vendedor disse que se equivocou e enviou o preço do Yaris ao invés do preço do Corolla; corrige o preço. Mas conseguiu que, dentre 5 concessionárias Toyota, Vovó fosse lá. Isso eu li em um livro. A natureza ilude e engana o tempo todo, https://youtube.com/shorts/YDH9EDBaD1I?is=N-bIBcicfFom2Wrj , mídia de leitura rápida, em movimento, com requisição de foco para o trânsito; a realidade efetiva é que letrinhas miúdas nesse tipo de mídia são ilegíveis, regra, Marketing do Estado Grande Satã no Irã, não; inclusive podendo estender o "Semear corrupção na Terra" de modo pontual para conter generalização de conduta, focando em altos gestores e feiticeiros do Marketing no Irã. "O menino de Vó vai deixar Vovó". Vovó diz que emergimos da natureza, conservamos uma base natural, porém transcendemos a natureza, alentados com o Espírito de Deus. Que a natureza vem evoluindo da matéria bruta a formas mais elaboradas, e que isso não é exigível da natureza, porém o é para os seres humanos, legatários de Allah na Terra e farol para os seres do Universo no percurso da primeira criação, porque Allah Está na Segunda Criação, onde O Empenho de Allah É Total. Vovó diz que civilização se opõe a estado-de-natureza, achou isso sacanagem, porque sabe que é proposital e qual a intenção, e fala que não comprará naquela concessionária. 

 

Não veja isso como virtude. "Se você me engana uma vez, a culpa é sua; se me engana duas vezes, é minha".

O vendedor destrata Vovó. Aí o netinho da Vovó vai lá e agenda um test-drive. https://www.youtube.com/watch?v=R8yLHer2S4M. Não ofenda a mãe nem a avó desses caras, é uma instituição para eles. Por isso eu falo "Filho da puta sem a mãe ser uma". O mercado quer comprar o que você quer vender? Por isso não vende; pelo menos não nesse preço. O Honda ZR-V tem que existir no ecossistema da Honda, porque é uma exigência da japonesada conservadora fiel à Honda; não é flex, não tem tanta tecnologia, não é a melhor opção se comparado aos concorrentes, mas tem uns caras que querem exatamente isso, menos coisa para dar problema. Novo, não nesse preço; usado é uma boa compra; é produto para um nicho de clientes fiéis da marca, é um investimento para fidelizar esses caras, que têm filhos, netos, genros, noras; se baixar o preço, é interessante, mas não dá o retorno que os fundos de investimento querem, que o acionista espera, então nego lá de cima manda deixar de produzir. Meu filho, você sabe produzir dinheiro, nós sabemos produzir carros para o mercado de carros da marca e geral. Aí para de produzir o ZR-V e a Honda vai perdendo esse nicho de clientes fiéis para outras marcas japonesas. https://youtube.com/shorts/IluzxLIxDgw?is=ky78Lht5qWaEdm-x . O japonês que tende a ser fiel a uma marca japonesa. Se esse cara comprar um Toyota, sempre comprará Toyota. Os clientes lantanídeos e actinídeos, clientes terras-raras, é outra lógica, "elementos de transição interna".

Massacration, "Metal Is Tle Law"; a maioria dos elementos químicos são metais.

O que chega para você são contatos com leads no meio; você tem que "catar" os leads dessa massa. É aí que entra o SDR, que é quem avalia a intenção de compra e classifica cada contato. Contato frio, contato morno, lead. Sim, você pode fazer campanhas para contatos frios e mornos, porém seu foco é no lead. è mais inteligente e mais eficiente só entrar lead na rede; você está pagando por leads e não está recebendo só leads. Vender é glorioso; hay que vender, porém a alma, não. The Big Bopper, "Chantilly Lace", não posso fazer graça porque o mercado nesta está quase parado, e você só ganha o que você vende. Deixa o cara minimamente tranquilo no fixo, porque você acha que vendedor com fome trabalha por qualquer dinheiro, você que pensa, o cara vai vender coisas com alta liquidez para fazer dinheiro rápido e tira o foco do seu produto. E a oportunidade de ganhos mais altos está no variável. O mercado não está comprando Jeep, está comprando a chinesada e vai tomar no Jaecoo na revenda. Bom para primeiro dono, relativamente, vai depreciar demais na revenda, porque a qualidade é a qualidade chinesa que você já conhece. Sempre o mesmo argumento, oferecendo mais tecnologia por um preço menor. Dos JAC da vida, dos Lifan, dos Effa; https://youtube.com/shorts/JrJrtDrYh6Y?is=tfIFWfABgAwFSPiB , não se engane, padrão chinês de consumo de massa, a regra é passar raiva na qualidade; até os Chery fabricados aqui são notórios por problemas de qualidade; estou falando de fatos.  O cara comprou um Jeep Commander zero, e tomou no Jaecoo agora, porque está tendo que baixar demais o preço para vender, porque pelo preço dele o cara compra um chinês zero. https://www.youtube.com/shorts/tviN8eV4oU8 . No Irã, que nem fala português, Jaecco é Lucano. Manteve o nome, aguenta a madeira; opa, sem escribismos vigiar-e-punir. Lá é uma ditadura, aqui não. Cliente com celular na mão e muito acesso a informação, "Se acabaron los otários", Carlos Gardel. "Meu Carro Lifestyle" e "Carros do Xenão", pesquisa lá sobre o carro que você pensa em comprar. A boa venda começa na boa compra.

O maior patrimônio de uma marca é sua identidade. Jeep, caindo em vendas no mundo todo, porque vendeu a identidade para se tornar de massa, quando tem uma forte identidade de nicho. Você tem um guarda-chuva de marcas, você não coloca essas marcas para competir entre si, sobrepondo produtos só em casos pontuais. Você se organiza com seu portfólio de marcas para cobrir todo o mercado. A francesada custa um pouco mais caro, porque entrega melhor acabamento com mais conforto. A camisa Lacoste é tecido melhor, listras costuradas certinhas, o que traz um custo maior com matéria-prima e exige mão-de-obra mais qualificada. Você compra uma marca pela certeza daquilo que a marca entrega. 4x2 tração dianteira não é Jeep nunca. Crossover Jeep é tração traseira. Jeep que raspa a frente na valeta não é Jeep. A diferença de tração traseira fazia com que o Deep Brazil fosse de Fusca, Brasília, Chevette, rodas traseiras empurrando ao invés de dianteiras puxando. Fusca, The First Crossover, https://www.youtube.com/shorts/sWWDyE6Pd5E , uma visão de mundo que não cabe mais. Claro que 4x2 tração traseira custa mais em relação à tração dianteira, porque tem eixo cardã, diferencial, e otras cositas más; só que isso agrega valor; põe um Renegade 1.8 no barro e vê se aguenta. Se um Jeep não aguenta a estrada para a pescaria no rancho do camarada, é renegado pelos Jeepeiros; a marca não entregou a expectativa do cliente ao comprar um Jeep. Off-road leve, o cara não vai comprar um 4x4 se tiver uma opção 4x2 tração traseira, porque tem uns caras inteligentes, acho que ainda tem. Quando comprei meu carro, por pouco não comprei uma Peugeot 206 SW, pelo conforto e pelo acabamento para oferecer ao meu cliente, porque era um carro para um corretor de imóveis trabalhar; ainda bem que não comprei, comprei uma Palio Weekend. "Nada mais caro que um Peugeot barato". O mercado estigmatizou Peugeot usado como meme automotivo, não vem tentar me vender nesse preço. 

 


A pergunta é, "Quanto o mercado paga pelo estigmatizado?"; é esse o preço de venda. Se for 1.4 então, fudeu, o motor não aguenta o Brasil. A suspensão não aguenta o Brasil. O carro não aguenta o Brasil. Não é para o Brasil.

Estigma fode um ativo. Matanza, "A casa em frente ao Cemitério". Volkswagen TL 1600 Zé do Caixão, 

as 4 maçanetas são 4 alças para carregar; estigmatizado, parou de vender. Titãs, "Epitáfio". Volkswagen Fusca com teto solar, 

Cornowagen, o teto solar para acomodar os chifres; estigmatizado, parou de vender. Mamonas Assassinas, "Bois, Don't cry". Qualquer semelhança com fatos e nomes terá sido mera coincidência. É que o brasileiro não tem, no geral, esse conhecimento. Camisa de Vênus, "Sílvia"; não é violência contra a mulher, é para ela entender e vazar, a mulher que não te respeita e te Erode o respeito. Deterrência. Vênus era tremendamente infiel; Volcano era o marido dela na mitologia grega. Aí entra em erupção para descontar nos outros que não têm nada a ver com isso.
 "Toro Volcano" é um pouco demais.


Hoje eu iria de Hyundai Tucson antiga, porque é espaçosa e confortável para o cliente. Bebe mais? Bebe. Mas dá para levar. Matanza, "Eu não bebo mais". https://youtu.be/g8bSzHHAAQE?is=DsUOUKZA8yJ8O8sV .

https://youtube.com/shorts/nxE49znbaUE?is=ErslnUPHsffI0Icl . Deixa no catálogo porque o mercado quer comprar e está vendendo. Vender loteamento. Você vai no carro do cliente, e o foco do cliente não está em você nem no loteamento, e o cliente vai onde ele quer. Vai no seu carro. Faz diferença sim; tem que se pagar. https://www.carrosnaweb.com.br/m/opiniaolista.asp?fabricante=Hyundai&modelo=TUCSON%20G1 , com essas incertezas petrolíferas e considerando ser o alto consumo de combustível o ponto mais fraco deste veículo, o comprador pode negociar o preço. Assim é o mercado, o valor flutua conforme essas coisas. "Mas vale isso"; mas o mercado não paga isso hoje por isso. "Vanessa da Mata, "Boa sorte" então para vender pelo seu preço. Pode vender? Pode, não estou falando quenão vende; há caras muito bons para fazer o comprador fazer o que o vendedor quer.


Eu decidi não trabalhar assim, foi uma escolha minha; considero que não é honesto. Condicionar, determinar, modelar o comportamento do cliente para que ele faça o que você quer. 

Assuma poder sobre o cliente; o que mais funciona é o poder religioso, use ancoragem psicológica e abuse do vigiar-e-punir e corrigir. Você começou bem. Resta saber se Deus Quer você no Paraíso. Igual uma mulher fez comigo uma vez; vi a propaganda na televisão do Terço do Casal; eles não falam preço, eles acham que têm que mostrar o valor; mas se o cliente quer saber o preço, tudo o que você falar o cliente vai ignorar, porque ele quer o preço; seja sintético no demonstrar o valor e mande o preço, depois você lastreia com mais demonstrações de valor. Traduzir valor em preço. Liguei no telefone para saber, tinha pensado para dar de presente, casal católico, para católicos é legal, rezarem juntos. eu disse que era caro, vamos confirmar. Nada de primeira, um custo de uns 200 reais para produzir, isso porque superestimei. "Como você sabe?". Sabendo. O tipo de material, o trabalho que exige, a escala em que é feito, onde é feito. O intermediário contrata produção barata no Sudeste Asiático; um metal de baixa qualidade folheado a ouro não é caro. Vidro colorido, engates também de metal de baixa qualidade folheados, trabalho manual barato; ou produz aqui mesmo, contratando produção de quem produz isso. Traz para cá. Você não sabe de tudo, mas muita coisa você sabe quem sabe. De olhar, estimar um preço, por cima; claro que não é preciso, mas te dá uma referência. Um engenheiro olha um talude, vê o tamanho do terreno, e fala "Vai uns 25 mil reais de terraplenagem e muro de arrimo"; se ele medir, calcular, chega a um valor diferente, mas é mais ou menos isso; engenheiros não costumam ser bons no que é empírico e subjetivo. "800 reais"; falei que estava caro. A mulher falou "Parcela em 10x e Deus te abençoa para pagar"; isso é usar O Nome de Deus em vão. Encerrei o contato, e beleza. Faça o preço tender ao infinito pelo valor religioso e ancore em um ponto que não seja absurdo. Idolatria dá muito dinheiro. Seja bem fariseu. "Gratidão", uma virtude que escribas e fariseus distorcem. O jeito de falar de religioso. Postura de religioso. Aquelas mãozinhas. 

Vigiando e punido em tudo. Avaliando a vulnerabilidade para não dar bote errado. Fazendo "terrorismo" se o cliente não fizer o que você quer. Aspas significam que o significado não é denotativo, Saul Goodman. Lançando no Irã reflexões sobre o Saul Goodman. "Até quando abusarás da nossa paciência?". A ancoragem psicológica reduz o escopo mental do cliente, reduzindo consideravelmente seu espaço de manobra; seja um manipulador, estude sobre isso, pratique isso. https://youtube.com/shorts/647tz52sY9Y?is=OgQ5Pxe9JUOdTWR3 . O Saul Goodman me diz que eu já fui longe demais; concordo.

Faça as coisas para impressionar, mostrando que você está em um plano superior, https://youtube.com/shorts/B1Pz0P_8qig?is=u7Z3S6rIe77i9opj ; "Estabelecido o imperativo categórico, os fins justificam os meios; e o vulgo, que é a maioria, se guia por aparências e resultados". Surpreenda o vulgo, emocionei o vulgo, gere conversa entre o vulgo. Eu não falo para o vulgo, falo para o Homo econômicus; o Homo econômicus é racional. O Homo econômicus sabe como funciona o sistema; reconhece o mérito e a genialidade, porém não se impressiona. Sabe como é feito. A melhor propaganda para ele é o resultado, não a promessa. "As promessas de Satanás só causam decepções". O vulgo é emoção; venda para o vulgo é emoção. O vulgo transfere o dinheiro para o Homo econômicusomicus; o vulgo trabalha para o Homo econômicus; cuidado com o Homo econômicus psicopático, indivíduo egoísta e fechado-em-si. Há elementos objetivos e subjetivos. Legal, você conseguiu que eu lhe concedesse minha atenção; essa idéia de invulnerabilidade é idiotice; agora vamos aos aspectos racionais.

Eu valorizo isso; não já problema quando é honesto. Se for uma boa compra, é o sal que compro. É que utilizo pouco sal de cozinha, cloreto de sódio (NaCl) iodado (I). Não precisa ficar decorando, viu umasubstância, pesquise a fórmula; viu uma fórmula, pesquise o nome. Escreveu uma substância, escreva a fórmula. 

Saiba usar a estética para produzir emoções e estados psicológicos; aí você entra com a semântica. O medo é o poder real; a culpa, o governo real. Eu sei como funciona, porém decidi não fazer assim. "Somos quem podemos ser", Engenheiros do Havaí. Tudo começa no estabelecimento de uma relação de poder; portanto, você tem que empoderar seu agente; é onde surgiram os "Executivos de Vendas"; só que o executivo de Vendas não pode decidir sobre condições comerciais, tem que consultar o Gerente; portanto, não é Executivo se não toma decisões executivas. É só para intimidar e estabelecer relações de poder. Entenda uma coisa, Deus Não Precisa ficar rebaixando você para se afirmar; Deus É. Quem rebaixa você para se afirmar é alguma coisa que está ocupando o lugar de Deus. É errado um muçulmano pensar assim? Muçulmano respeita autoridade, hierarquia; porém Não Há Divindade Fora de Allah. Eu não perdi minha liberdade. Aí sim, há gente que precisa ir para baixo para aprender quem de fato é. Se você tem uma gerência mais preocupada em afirmar a estrutura de sociedade de castas, te colocando no seu lugar de casta diante de um cliente, isso não combina com resultados em uma economia aberta de mercado. A "Foice" procura gerentes, vamos "degolá-los", metaforicamente falando. https://youtube.com/shorts/A7SkSZ52YE0?is=xH4v5GwL6q8h6GJ6 . Você quer a "cabeça" de quem e por quê? Escreva nesse papel e só eu vou ler. Aí eu vou verificar. Aí a "cabeça" que você pediu. https://youtube.com/shorts/qN-BhKGImxU?is=wEny9OUDool0a-PN . Nem todo mundo vai querer uma "cabeça"; "Você pediu essa 'cabeça' porque você quer o lugar dele; aí não". Leonardo, "A fila anda". "Deus Não Estima arrogante ou vaidoso algum". Verifiquei; ele é arrogante e vaidoso mesmo. Você está preparado para que eu substitua ele por uma pessoa que não seja você?. "Sim". Aqui a "cabeça" que você pediu. Fui buscar esse onde ele estava porque eles preparou para mais, e lá onde ele estava não deixam ele progredir. Tudo bem? "Tudo bem". Promover um ótimo vendedor a gerente sem critério costuma fazer com quem você perca um ótimo vendedor e ganhei um péssimo gerente. "Essa cadeira é maior que eu; estou bem onde estou". https://youtube.com/shorts/nYk8j2U-_V8?is=MQXau9d_nZejt5D3 . E você? "Quero várias 'cabeças', porque todas atentam contra os resultados; as coisas não chegam à última instância gestora, porque eles mantêm suas posições não levando problemas para cima e iludindo que está tudo bem quando não está". Você me pede a 'cabeça' de toda a cadeia de comando acima de você. "Sim, porque assim poderei produzir resultados no meu trabalho". Verifiquei, você tem as "cabeças" no atacado. "Boi preto conhece boi preto"; localizando e identificando a caveira vem na Organização; os caveiras é que pedirão as "cabeças". "Quero a cabeça do Diretor Financeiro, porque ele despende energia demais realizando micro gerenciamento no espaço de uma Diretoria que não é a dele". Verifiquei, baixa eficiência e quebra da cadeia de comando; "cabeça" concedida.

Quando você está vendendo, o comprador age assim, e para você isso não é um problema; por que se sentir culpado quando você é o comprador? Mexe no preço e nego se ofende; prefira negociar com gente mais profissional ou menos irracional. Obrigado, vamos olhar a próxima. Não tem só a sua. À vistinha. O problema no Brasil não é o alto consumo do veículo, é o preço do combustível; nos EUA o combustível é barato, por isso lá são motores mais potentes. No Brasil agora sobem de preço os veículos mais econômicos. MC and The Sunshine Band, "That's The way, I like It". https://youtube.com/shorts/iU413zahGSY?is=uLNDxmYoOX306iYg

https://youtube.com/shorts/UxRFKMRkRSQ?is=30T6qCixySqR8I-1 .

Mês de referência: agosto de 2026

Código Fipe: 015093-2

Marca: Hyundai

Modelo: Tucson 2.0 16V Flex Aut.

Ano Modelo: 2017 Flex

Autenticação, 268xht4df33k

Data da consulta, quarta-feira, 5 de agosto de 2026 22:42

Preço Médio, R$ 63.195,00.

Este é o preço apurado pela FIPE, que pesquisa por quanto esses veículos em média estão sendo vendidos em um determinado momento. "Tabelar" por isso é ignorância, a Tabela FIPE te dá uma referência. O carro na média por esse preço médio; o carro extra; o raridade. Tem tudo isso. Você olha e fala, "De cara, pede 4 pneus novos", vai morrer uns 6 paus de pneus. Mais discos de freio, que empenam, porque é um carro pesado, e a qualidade dos discos de freio costuma ser chinesa; mais uma coisinha aqui, outra ali, minha contraproposta é essa; não precisa se ofender, é motivada e bem fundamentada, é só não aceitar. Beleza, vamos para a próxima. Você é muçulmano, não é? Eu espero mais de você em tudo que envolva dinheiro. Raul Seixas, "Por quem os sinos dobram". Fé em Allah quando atua no mercado também; você está parecendo...; não, deixa quieto. Alguns cristãos que conheço.

Mermão, vamos conversar, vem aqui em particular. Esse carro não tem essa quilometragem. "Você está me acusando?". Não, eu disse que esse carro não tem essa quilometragem. Mermão, vai embora. Você vê no mercado carro de aplicativo sendo vendido com 300.000 km? Não vê. Então? O bom de veículos de maior consumo de combustível é que há mais chances da quilometragem registrada no hodômetro corresponder à realidade efetiva. Observando sinais, indícios e evidências. Desgastes nas pedaleiras, estofamento, volante, manopla de câmbio, por exemplo. 


MC Bola, "Ela é top". Raizagem para vender loteamento, uma dessas completa, tem que ter ar-condicionado para o cliente. 

https://youtu.be/qk3prSl7dWY?is=IuruFGwlxG9mYps6 , uma dessas é uns 300 paus. Memória afetiva de quem o pai teve uma ou de quem era o sonho quando adolescente ou criança. Mete uns bancos de couro. Só que criaram a trend nas redes sociais, o que elevou a procura e o preço, uma razoável está por 120 mil reais, muito dinheiro em um carro desses; a mais nova tem 32 anos. Diesel raiz com manutenção mais simples e barata que as atuais. Dá até para abraçar uma A-20 completa a álcool, antes que a escribaiada me corrija, é etanol, mas no manual dela vem "Álcool"; https://youtu.be/Mv_9jWqGaUM?is=Iaq4C2DarxKPgpu5 , só que é 3 km/l e olhe lá; motor GM 4.1, com aquele barulho de barca; roda mais macio. https://youtube.com/shorts/q78afqiVWoo?is=gicOtNTrfLPZLsYx . O foda é que muitas dessas foram compradas de leilão, porque eram do Estado, já sabugadas, porque eram abulâncias no INAMPS e no SUDS, "Metrópole", Legião Urbana", e viaturas policiais; e cuidar bem de seus veículos nunca foi o forte do Estado no Brasil, ainda mais nesse tipo de uso; o cara comprava no leilão e dava uma guaribada; você tem que olhar muita coisa antes de fechar negócio. A melhor definição que vi é "Somos 215 milhões de pessoas tentando passar a rasteira em 215 milhões de pessoas". 


"Você compraria um carro usado desse homem?". 

Você já se consultou com um médico do INAMPS? Eu já.

Vai o cliente e a esposa, o cliente se senta na frente, não por machismo, mas para você não ir do lado da mulher dele com ele junto, e a esposa tem todo o banco de trás para ela; observe, ela vai de um lado a outro para observar, e você conversando com o cara; não é machismo, tem cliente que não gosta de você se dirigir de modo direto à mulher dele. Ela entra na conversa. Sempre cumprimente o cara primeiro antes de cumprimentar a mulher. Abra a porta para ele e em seguida para ela. Aí eles levam os filhos; os filhos irão querer ir onde? Na parte de trás, é aí que está a graça. Dirige devagar e com cuidado; em loteamento. Já está com arruamento e guia? Entra no terreno com ela, para no meio do terreno, mostra os limites do terreno para o cliente e deixa o cliente à vontade para ver a casa dele lá. às vezes o cliente não irá querer descer; às vezes o cliente desce. Às vezes, o cara desce e a mulher, não. Às vezes, você nem parou e eles já desceram. Mesa, Área, Preço; mesa de apresentação, visita à área, preço e mesa de negociação. O cliente bateu o olho e viu, necessidade de terraplanagem, já viu 25 mil reais de custo antes de bater a primeira estaca, custos de fundação. É um trabalho chato, precisa ser muito bem executado, com máquinas e equipamentos locados por hora, não é só o custo, são as exigências para fazer o trabalho; o cliente é experiente, já construiu, já viu construir, e pensa "Por que comprar um terreno com isso se posso comprar um terreno sem isso?". Obra é rito de passagem. Tem nego que paga para não precisar construir de novo. A paz vai embora, a saúde vai embora, o dinheiro vai embora, todo mundo querendo ganhar dinheiro demais, o empreiteiro está com várias obras, prioriza quem reclama mais e exige mais. Está tudo indo bem, furtam material de construção; o Brasil está foda, você tem que ser toyotista nesse ponto, just-in-time, só vai para a obra o que será usado na obra àquele momento; eu compro e deixo aí na loja, e vou pegando na lógica toyotista para levar para a obra. Equipamentos, ferramentas, vai e volta todo dia. Você faz todo o cabeamento do loteamento em um dia, e se não colocar vigilância, nego descabela no outro dia; fiação subterrânea custa 5 vezes mais. Os caras entenderam uma coisa no Brasil, que se você tiver dinheiro e um Saul Goodman, o crime compensa. Discépolo, "Cambalache"; é por isso o Regime Militar de 1930 na Argentina.

 Não tem essa de comissionar um profissional e só acompanhar e realizar pagamentos; isso é raríssimo. Minha mãe uma vez construiu uma casa em Franca, SP; o cara trabalhava sozinho e demorava, mas não dava dor de cabeça; isso em 1970; onde você acha isso hoje? E eu concordo. Não queira ser esperto demais, há players mais experientes que você neste mercado. O cara já construiu duas, três casas, acompanhou o pai construindo, o irmão, e você acha que convence um cara desses do que você quer? O cara olha e vê topografia do terreno, caminho de águas, perspectivas de vizinhança, deixa ele escolher o terreno que ele quiser que é melhor. Havia clientes que estranhavam que eu oferecesse para eles o que eu tinha de melhor; é que eu acredito que "Quem chega primeiro bebe água limpa". "O que você me fala daqui?". Aqui é o setor mais barato; características do setor mais barato; ali, melhor custo-benefício; lá, perspectiva de maior valorização. "Esses de custo-benefício". Esses aqui são "Sol da manhã", faz diferença para o mercado. E o preço é o mesmo. Mais discreto, no meio da quadra; menos visado, melhor para crianças brincarem. Um bom cliente vai gostar de você. É legal encontrar o cara um tempo depois, cumprimentá-lo, sem ter que se esconder dele, evitá-lo ou fugir do cara; mas não é o que o vendedor espera de você. Aí você entende, "Melhor vender o que é meu". O vento está para o lado do comprador, ele não fechará agora. Vai falar de urgência e escassez para um player experiente que sabe o momento de mercado? Por que "aqui" e não lá"? Por que "lá" e não "aqui"? Sabe o que você ouve? "É bom, porém não está competitivo". O cliente quer construir uma casa de entrada no condomínio, porque sabe que terá mais liquidez depois. Sabe que construir está caro e difícil. Eu não quero te colocar em furada nem levar problemas para dentro de sua casa ou de sua família. https://www.youtube.com/watch?v=2V_FzdptNKw . 
https://www.youtube.com/shorts/T6ShlWxEYoY

Se tiver 10 disso aqui e 1000 pessoas querendo, vai ficar caro. Se tiver 1000 pessoas querendo e tiver 1.000.000 disso aqui, não fai ficar caro; a função de oferta e procura. Trends de redes sociais, "tendências", fazem a manada querer isso aqui. Aí a manada sai procurando e aumenta o preço disso aqui, porque a manada tem que comprar isso aqui. Seu carro com alto consumo de combustível não vai ter tanta gente querendo nesse momento, pelo cenário econômico e por incertezas e tensões geopolíticas petrolíferas; eu não estou sendo filho da puta ao fazer está contraproposta; é motivada e bem fundamentada, eu me preparei para a negociação. Talvez é você quem não esteja preparado. Se prepare melhor. https://youtube.com/shorts/U2VCI_RIYMA?is=k-rHD4i6NeX7gIql . Sou mais uma Palio Weekend Aventure que uma Hyundai Tucson antiga; eu. https://youtube.com/shorts/p13gfTXRUoE?is=4kcrTJlDT5O1Hd0N , para o meu cliente, melhor que eu esteja de Hyundai Tucson antiga. 

Câmbio Dualogic não, pelo amor de Deus, https://youtu.be/uhnkjHw9RWc?is=FGO50qxa6NFdpWSZ ; ou é manual ou é automático, o "automatizado" não dá certo. https://youtu.be/cKdu-Z2IPGQ?is=gr5EUKN7e9mh1_kS . É igual condomínio, ou é condomínio fechado ou loteamento aberto, o "loteamento fechado com controle de acesso" é o câmbio Dualogic do mercado imobiliário. Começou com os caras fechando perímetro de bairros e colocando cancela na entrada; mas não pode, porque diferentemente do condomínio fechado, vias, praças e afins são públicas, enquanto no condomínio são privadas. Aí deu BO, implementaram associações de moradores, dava problema de inadimplência, as associações cobravam, o Judiciário era meio sem rumo nisso, https://anvifalcon.org.br/ , aí teve uma Lei, A lei do Reurb de 2017, que mexeu numas coisas, porque continuou dando zebra por causa do princípio constitucional de liberdade de associação, o cara não poderia ser obrigado a aderir à associação de moradores, aí tinha o espertinho que saía fora mas se beneficiava dos serviços prestados pela associação; aí foi para o STF, que fez uma gambiarra, https://portal.stf.jus.br/jurisprudenciaRepercussao/verAndamentoProcesso.asp?incidente=4262142&numeroProcesso=695911&classeProcesso=RE&numeroTema=492 , pulando o princípio constitucional da não obrigatoriedade de associação e reconhecendo que têm direito de cobrar de todo mundo se o ato constitutivo da Associação constar da matrícula-mãe do loteamento em questão; então o cara tem que assinar o contrato de compra e venda concordando com a associação compulsória; só no Brasil. Se tiver inadimplência alta, a associação corta serviços, já não têm portaria 24h, jardinagem, e o que você comprou não se realiza; muito cuidado ao comprar. Sem falar que uns caras zica, sem ter poder de síndico, agem como xerifes do lugar. Os EUA são outra sociedade; lá tem uns caras segregacionistas. É mais barato que condomínio fechado, como o Dualogic é mais barato que o câmbio automático; uma "solução" para oferecer os benefícios de uma coisa mais cara para um público de menor poder aquisitivo, e assim alargar a base de clientes; não costuma dar certo, https://youtu.be/TJkVT9HGIIg?is=zBp8iSuzmG2v4nM3 . Você tem que colocar o cliente ao par de tudo isso; cuidado para não colocar o seu na reta. Não, eu não vendo carros. Nem acho legal corretor de imóveis vender carros; mercados que andam próximos, porém são distintos. Vamos falar de fatos; claro, há exceções. Tende a nivelar por baixo. Saber com exatidão o que você está comprando. Só que se você falar, o preço de venda será menor. Questões do domínio do crer. Quando eu morrer, localizem o cara que comprou meu carro e perguntem para ele. Um negócio imobiliário mal feito fode a vida de uma pessoa; dá até morte. Pense no seguinte, o valor do negócio é quantas vezes sua renda mensal? Muitas vezes. Não, não, peraê, o STF regulamentou a questão, ofereci ao cliente informações rigorosamente certas, não omiti detalhes do imóvel que o depreciam, e coloquei o cliente ao par de toda a situação que envolve o loteamento fechado com controle de acesso, chegando até a ser chato; os gestores não gostam, mas é assim que tem que ser. Não aceitam abrir venda por este motivo. "Vou ocultar o passivo do cliente e deixar que ele descubra depois?". É o que esperam de você. Porém, vocêê existe pela boa-fé e conduta ética em profissão regulamentada; Saul Goodman, não me enche o saco. Não há segurança jurídica no Brasil; hoje é assim, amanhã isso pode mudar. Porque a caravela do Judiciário vai para o lado para o qual está ventando; os caras sabem disso e ficam insistindo para que a coisa julgada transitada em julgado seja novamente julgada. Falta ao Direito no Brasil, ou faltam, linhas-mestras claras e estáveis; depende do que acontece no plano das idéias. Venta pra lá nos EUA, a caravela vai pra lá; se venta para cá, a caravela segue o vento. Os caras inventam um jeito para o reexame da questão. Hoje é assim, a gente fez isso hoje assim porque hoje é assim. Tema repetitivo, você tem milhares de processos judiciais sobre a mesma questão; aí o STF resolve, e isso é jurisprudência.

"É inconstitucional a cobrança por parte de associação de taxa de manutenção e conservação de loteamento imobiliário urbano de proprietário não associado até o advento da Lei nº 13.465/17, ou de anterior lei municipal que discipline a questão, a partir da qual se torna possível a cotização dos proprietários de imóveis, titulares de direitos ou moradores em loteamentos de acesso controlado, que i) já possuindo lote, adiram ao ato constitutivo das entidades equiparadas a administradoras de imóveis ou (ii) sendo novos adquirentes de lotes, o ato constitutivo da obrigação esteja registrado no competente Registro de Imóveis.". Matrícula-mãe; está lá registrado o Ato Constitutivo da Associação de Moradores. Agora vamos ler ele. O Decreto Municipal que autoriza o Loteamento, que ainda não é o Registro de Incorporação, estabelece que é compulsória a adesão à associação de moradores; o STF diz que está valendo. "Mas ninguém poderá ser compelido a associar-se ou a permanecer associado.", Artigo 5.°, Inciso XX, da Constituição Federal da República Federativa do Brasil; Constituição só tem a vigente, o resto é História. A gambiarra do STF é para não inviabilizar o modelo. Amanhã alguém entra com uma ação pertinente quanto à constitucionalidade, é inadmissível um advogado errar o instrumento adequado, e, amanhã, sei lá. Hoje é assim. Segundo o STF, está redondo, 

"Art. 13. Além das obrigações já compromissadas, conforme art. 12, a loteadora concorda e se compromete à:

IV - No contrato de compromisso de venda e compra dos lotes constar a obrigação compulsória dos futuros compradores a aderir à Associação dos Moradores obedecendo ao que já está em vigência e mais as obrigações a seguir determinadas;". 

(Decreto n° 6.919, de 17 de julho de 2026

Dispõe sobre a aprovação do Loteamento denominado “LOTEAMENTO SANTA ISABEL III".), Louveira, SP. Este é a expansão de um já existente; tem o I e o II, já com associação de moradores que englobará o III; aí você pode pesquisar o histórico. Se o Sr. considera haver inconstitucionalidade ou descumprimento de preceito fundamental, sinta-se livre para questionar junto ao STF; hoje, está redondo segundo o próprio STF, porque a lei é o que o STF diz que é, ainda que não seja. A Constituição não diz o que diz, e sim o que o STF diz que ela diz. E disse que pode, então pode. A alternativa é não comprar; aí nego vai questionar se é venda casada; eu penso que não, é uma deficiência do modelo. Você não pode comprar e não se associar, senão os outros pagam e você se beneficia sem pagar. Uma gambiarra nunca vem sozinha. Penso que não é venda casada, que é uma exigência do modelo, sob pena de inviabilizar o modelo. Lá vamos nós jumpear dispositivos legais para viabilizar o modelo de loteamentos fechados com controle de acesso. O cara quer entrar lá? Tem que deixar, identifica e libera, "São invioláveis a intimidade e a vida privada"; exercício ilegal de poder de polícia. É só problema. Vou lhe colocar em contato com o Jurídico. Eu peço para o Jurídico entrar em contato e já conversei com o Jurídico sobre o caso; o Jurídico entra em contato de modo imediato ou tão logo quanto possível; não precisa ser o advogado a contatar; alguém do Departamento. Isso é qualidade do atendimento.

Tudo analisado com cuidado, tudo bem amarrado. Boa-fé. Aguarde o Registro de Incorporação; tenha tudo em mãos, faça uma análise cuidadosa. Vale mais ignorar a sensação de que perdeu algo sendo prudente, "perdi os melhores lotes"; não, naquela região há super oferta, e o momento de mercado não é favorável no geral a estes empreendimentos, embora haja uma tendência consolidada de sair da Capital para o entorno relativamente próximo; mas lá tem demais, naquela região toda. https://www.lotesbrasil.com/ . Louveira tem o acesso à Anhanguera, proximidade com Campinas e Jundiaí, é logisticamente estratégica, e tem um preço por metro quadrado menor. Escolas, saúde, lá não são táo boas; topa depender de carro para tudo? Então "Vambora", Adriana Calcanhotto. Requisitos construtivos, custos de posse e de propriedade, faça as contas de tudo. Eu quero seu bem, não seu dinheiro, https://youtu.be/6c2KAKRVPV0?is=LrLus3ul7GNa6wVI . É minha atribuição opinar sobre comercialização imobiliária. "Quem pediu sua opinião?". É meu trabalho. https://youtube.com/shorts/DEe1pLITyis?is=ZSKOb5j3S60Pilin ; se no plano arquetípico, os EUA, é assim, imagina na cópia imperfeita e decaída do plano arquetípico. https://youtube.com/shorts/GmnXyCglRos?is=u_jpKcGDQvZqLrwx . Eu quero distância desses lugares. Nada de novo, invalidar o mandamento constitucional por causa da tradição é o que o STF mais faz. Em um condomínio, você é dono de duas coisas; da área privativa e de uma fração ideal da área comum. Em um loteamento fechado com controle de acesso, você só é dono do seu imóvel; não há área comum, essa área comum é pública. O Poder Público autoriza o fechamento e delega responsabilidade sobre serviços. "Para quem?". Para a tal Associação de Moradores. A não ser que encontrem um modo de a Associação de Moradores te cobrar sem você integrar a Associação, aí você não é obrigado a se associar, reconhecendo a prestação dos serviços em questão como indissociável da propriedade do lote. Como vai pagar de qualquer jeito, integrar a Associação te dá possibilidade de, nos termos do Estatuto, participar da bagaça. Porque o Poder Público delegou e autorizou. Mas vêm cá, se a Associação presta certos serviços, seria razoável um abatimento do que você paga como cidadão à Municipalidade. Ou o repasse pela Municipalidade à Associação do correspondente ao custo desses serviços que a Municipalidade não presta lá. Está vendo como é complexo? "Complicated", Avril Lavigne. Vamos fazer melhor, a instituição do instituto da Associação de Moradores, mediante delegação do Poder Público, enquanto indissociável do loteamento fechado com acesso controlado. Aí é questionável, sempre tem um que questionará. "Não pode obrigar a fazer ou deixar de fazer senão em virtude de lei". Então se faz uma lei específica para esse tipo de situação. "Associação" porque parte da idéia da gestão coletiva do espaço; um Soviete, comunista que gosta disso. Os soviéticos acham que podem cercar um lugar e fazerem as leis deles. Nem a pau. Só pode fazer isso no Rio de Janeiro, impor suas leis em um lugar, mas lá são milícias e facções criminosas, são áreas conflagradas. Não só no Rio de Janeiro; Ceará, Bahia, tem também. Em outros lugares também tem. Então tem-se que criar a figura jurídica de uma entidade para prestar serviços por delegação do Poder Público, que autoriza o fechamento do perímetro e o controle de acesso. Por que limpeza pública e coleta de lixo pública não podem entrar lá? Vocês não querem eles lá? "É que assim prestamos um serviço melhor". Pode parar. Portaria sim, jardinagem sim, lazer sim. E segurança interna? Desde que não ache que é Polícia. Ou vai para o condomínio. Essa entidade não é associativa. Se essa entidade quiser terceirizar, problema dela. Quarteirizar, na verdade, porque o Poder Público, o primeiro, já delegou a um terceiro. Essa entidade tem um Conselho de X membros eleitos dentre e pelos proprietários. Os proprietários são os segundos. Automaticamente o proprietário lá se obriga a; obrigação vinculada à propriedade. Então é uma área pública na qual a prestação de certos serviços é privada por delegação do Poder Público. Isso é da natureza deste loteamento. Sendo assim, é indissociável da propriedade este ônus ao proprietário; o termo a rigor não é bem esse, "ônus", porque ônus" da propriedade é outra coisa; essa obrigação, esse passivo. Se não pagar, negativa o nome, protesta e cobra judicialmente. "Mas aí demora, e isso prejudica a prestação dos serviços". Foda-se. A queloneidade do Judiciário, em que as coisas andam no passo da tartaruga, é um problema de toda a sociedade. Securitizando esse risco. "Aí fica mais caro". Foda-se. Pode restringir acesso à estrutura de lazer; portaria não pode restringir.  Não vai deixar o cara entrar na casa dele? Constrangimentos ilegais, aqui não é Soviete, aqui tem lei.  Aí não cabe no ordenamento jurídico. É um modelo que já prevê isso na base. Tem que haver um jeito de a Associação poder cobrar, com requisitos de transparência e de prestação de contas, sem querer que a pessoa seja obrigada a se associar. Até porque não tem fins lucrativos, sendo vedada a terceirização. Não tem síndico porque não é condomínio; tudo bem uma pessoa ganhar para isso, tudo bem um quadro administrativo. São alternativas. Senão o que já é ruim piora. Se o boleto chega de qualquer jeito, melhor estar associado. "Fechamos o perímetro e controlamos acesso por causa da insegurança pública". Não só por isso, pela questão também de homogeneização de convívio de classe e de manter o "indesejado" fora do espaço. "Minimizar o perigo que vem da rua". Minimiza, mas não resolve, você está protegido pela Linha Maginot. Você acha que viver no condomínio te livra disso? https://youtu.be/r0i4DZqu-B0?is=yMs8ProqUzJkdutG . 

A mulher olha o vídeo da câmera de segurança da casa dela e contata a portaria. "Quem é esse cara que está circulando aqui dentro?". "É um corretor de imóveis". Ele se identificou na portaria e entrou com o carro dele. Sim, com o carro dele, as vias são públicas. "Ele quis ver como é aqui"; é um direito dele, a área é pública, não pode cercear; o padrão das casas, o ambiente, como tudo parece ser na prática. Aí a mulher pede para o segurança abordar, aquilo está incomodando ela. "Você tem fundada suspeita ou há flagrante delito? Chame a Polícia então.". Aí vem o marido da mulher bater boca. Aí vira discussão. Aí o segurança usa força. Eu não conseguiria agir assim, eu sei que estou certo, mas acho que estou errado, "Reino dividido não subsiste"; mas tem gente que consegue agir assim. Benito do Paula, "E viva o Sol".  Na prática é assim; o patrimonialismo, a "apropriação", observar aspas, do público pelo privado. Como não há segurança jurídica no Brasil, é capaz de o policial dizer que você está errado. Essa bagunça começa no STF. Eu sou contra o modelo de loteamento fechado com controle de acesso; vai para o condomínio. "Mas não temos dinheiro para ir para o condomínio"; bem-vindo a junto da imensa maioria dos brasileiros; aí é outro problema. Você tem liberdade de organização e de manifestação para lutar e transformar a sociedade; manda retirar as cancelas e abrir os perímetros. "Aí tem que colocar portões nas casas". Bunkeriza sua casa se é esta a questão. "E a área de lazer?". Rateia os custos entre quem quiser, pega as grades do perímetro e cerca a área de lazer. Vamos autorizar condomínios fechados com terrenos menores e sem exigência de padrões construtivos mínimos, exceto os do Código de Obras dos Municípios e aplicação do Plano Diretor; a homogeneidade distintiva de classe não será contemplada. Bom Gosto, "Patricinha do olho azul". Vai para o condomínio de apartamentos então. "Mas quero casa". Problema seu. A violência faz as pessoas irem de casas para apartamentos, está é a tendência; aí nego não aguenta mais viver em apartamento e quer casa. "Acordando o prédio", Luan Santana. "Se meu filho for atingido pela violência, responsabilizarei você". Por favor, me traga uma mãe de classe D com seus filhos, lá do Getúlio Vargas, em Campinas. A Sra.é melhor que ela? Sociedade de castas e seus argumentos não serão aceitos. Os donos de construtoras, incorporadoras, investidores nisso, estão todos lá em Lisboa confraternizando com os supremos caras nos eventos paralelos. Esses bairros se tornam área nobre aberta. O que é mal feito tem que ser refeito. Ônus de externalidade negativa mediante falha do próprio modelo; não cabe reparação. Como é bom resolver sem precisar ficar discutindo. "Essas pessoas te odiarão". Por causa do Nome de Deus? Isso é glorioso. "Ninguém vê onde chegamos? Os assassinos estão livres, nós não estamos". O Rappa, "A paz que eu não quero". Engenheiros do Havaí, "Muros e grades". Marcelo D2, "Gueto". Legião Urbana, "Teatro dos Vampiros". São casas mais bonitas, mas no geral, não são bonitas; é um estilo monótono, tudo muito quadrado e parecido, https://youtu.be/-dx_merTq4Q?is=SGrcssRFEu6-wa4p . 

O ideal de uma sociedade sem muros e grades; um espaço bem delimitado, porém não limitado. A questão é que é muito datado, era moda na época; mexe nas esquadrias da fachada; quando a moda passa, fica datado, vai no clássico para não errar. "Não pode, é tombado pelo Patrimônio Histórico"; não precisa tombar tudo, tomba um conjunto significativo. Estabeleça requisitos para atualizar. Tudo em Brasília hoje é velho e caindo aos pedaços. Dá uns retrofit legais. Esse conceito de cobertura é interessante, uma varanda externa com um pé-direito bem alto. Estudando a carta de insolação, onde bate Sol em cada época do ano. Mas o Ministro do STF não pode colocar uma cadeira lá e sentar-se para ler um jornal ou trocar uma idéia. Parece que é uma cidade que não foi feita para as pessoas, não tem subjetividade. Mas fizeram, gastaram uma puta grana para fazer, então tem-se que pensar como o novo se integrará ao já existente. Vou bugar seu cérebro. 

olha esse terreno do lado esquerdo, antes da aula esquerda da Esplanada dos Ministérios; nessa localização, quanto isso não vale? Só que você não chega lá e faz o que você quiser, serão estabelecidos requisitos arquitetônicos. "Brasília", significa "Conjunto do Brasil"; o Brasil inteiro tem que estar representado lá. "Vai adensar". Sim, há margem para isso. Quero saber qual essa margem. É Brasília", não "BrasIlha". O gabarito não pode ser alto; o tanto de andares, a altura, "gabarito máximo". Olha o Pentágono, não é muito alto. 

É uma puta de uma obra, você tem que reconhecer. A engenharia fez as coisas pensando em 50 anos de vida útil. Era a regra, não se faz mais construções para atravessar milênios; materiais, custos. Não se superdimensiona mais; por isso construções mais antigas são mais duráveis. E lá é a Capital do Brasil, as edificações têm uma função. Segurança, funcionalidade, conforto, beleza, nesta ordem. Em 65 anos, nego só foi adicionando potência elétrica nos edifícios. É adequado ao hoje? Há o que permanece, há o que vai, há o que vem. O que permanece e o que vai. Vendemos uns terrenos aqui para financiar umas obras lá. Criamos uma nova dinâmica em Brasília. O "Conjunto do Brasil" representado lá em um todo harmônico. Hermeto Pascoal, "De Natal a Mossoró". O mosaico não é feito por elementos iguais de cores diferentes, são elementos diferentes que compõem um todo harmônico sobre uma base comum. Um mosaico do todo do Brasil a partir da estrutura existente. Nada megalomaníaco, estamos falando de uma cidade, que tem já existente seu aspecto monumental. Essas paredes externas dos Ministérios, são broxantes e deprimentes, só era bonito quando era novo. 
Brasília exige um trabalho permanente e especializado de zeladoria e conservação. Como financiar isso? O potencial imobiliário da Capital Federal. Djavan, "Linha do Equador". 

Olha que coisa escrota esses aparelhos de ar-condicionado na fachada. Olha a carga elétrica adicionada só nisso. Computadores, impressoras, copiadoras, vai vendo, não tinha nada disso na década de 1960. Tudo foi pensado para ventilação natural? https://climatizerepresentacoes.com.br/qual-o-tipo-de-clima-de-brasilia/ .

Na esteira do pensamento dos EUA nas décadas do pós-guerra, a cidade era pensada tendo os carros como centro. Pensada a partir do carro. Subúrbio bom era longe de tudo, para você depender do carro para tudo. O carro era central nesse pensamento, porque as montadoras estavam lá pensando a sociedade. É isso que é criticável, não o carro em si. Carros são um componente da matriz de mobilidade urbana. Suas pernas, transporte público, bicicleta, moto, cavalo, jegue, agora essas bucetas dessas scooters elétricas, que nego não sabe pilotar, de rodagem pequena, inadequada ao pavimento brasileiro, com suas valas e crateras lunares; você tem um carro, mas não usa o carro para tudo. Nos EUA, era para usar o carro para tudo, até para resolver uma coisa a 200m de casa.
Não tinha nada perto de casa justamente para isso. 

Não tem um boteco perto. Pequenos comércios e prestadores de serviços locais não afetam o bairro. A Coca-cola que você compra no boteco perto de casa você não compra no Wal-Mart. Vocês falam muito de liberdade, mas vivem no cabresto dos plutocratas. Onde eu moro, resolvo 80% do que preciso resolver a 20 minutos a pé de casa. É uma puta de uma localização, o "American Idiot", Green Day acha que não. Hoje tem delivery para muita coisa, mas delivery custa. "Aí o comércio local cresce"; não, se quiser funcionar aqui, ou é em conformidade com o que está estabelecido para cá ou não é. Zoneamento existe para não virar zona. "Aí, eu não quero movimento de gente estranha no entorno da minha casa"; tem um lugar bom para você morar emtão, https://youtu.be/SktabY5nLl4?is=XMozXrHeQQNtOS7n . Matanza, "A menor paciência". Para de querer formatar tudo pelo seu ego. Dá seus pulos então e vai buscar o que te agrada. https://youtu.be/e5UTfqamrRw?is=z3a5o_LdsTuzJkNJ .

Lá eles têm essa coisa de desafiar limites; não que isso seja ruim, no Universo há Ordem e Progresso, porém não é bom enquanto expressão máxima do antropocentrismo como é lá; contradirório para uma sociedade que se diz majoritariamente cristã; mas lá é assim, plutocracia, e a Igreja segue isso. O problema é que não era Deus no centro do Universo, era a Igreja; a Igreja não é Deus. Die Happy, "Big, Big Trouble". 

Deus Criou o Universo e Assumiu o Trono, Soberania do Princípio. Soberania do Fim, o Soberano do Dia do Juízo. O caminho da Submissão à Vontade de Deus. Soberania que só reconheço em Deus. Não confundir autoridade com divindade nem atribuir divindade à autoridade. Há muitos homens exercendo poderes de Deus. 

Montadoras e petrolíferas pensando a sociedade. E a nossa também. Montadoras, petrolíferas, empreiteiras, tudo capitalizada depois da Segunda Guerra Mundial; lá é plutocracia legitimada pelo voto. E eles, é claro, os bancos. Carros, grandes obras viárias, idéias de jumento como as "stroads", que nem é "Streets" nem "road". 

Brasília tem muitos vícios, admita. É a sociedade de castas; castas superiores em Brasília, castas inferiores nas cidades-satélites. O Distrito Federal não pode se subdividir em municípios; mas se for um município só, não se subdivide. Metrópole de Brasília. Nem tudo no DF é município. Legião Urbana, "Faroeste Caboclo". "'O ódio que Jesus lhe deu', como assim?". O ódio dos que faziam isso com ele em nome de Jesus. Transferir a Capital para o Planalto Central, beleza. Goiânia seria mais racional. Leandro e Leonardo, "Rumo a Goiânia"; tem cada morena lá; "dark-haired". Deixa lá em Brasília; Pablo Marçal quer transferir para o Maranhão. Não tem base. Já chega o Sarney lá. Isso não morre, rs. Há modos melhores de promover desenvolvimento regional. Querer ser o novo tributando ao Sarney não dá. Brasília se tornaria uma cidade morta. https://youtu.be/CY2BZv1IozU?is=dxfyad1oyX9rb52_ . A transição do Rio de Janeiro para Brasília não foi planejada. Nem se pensou nisso de Salvador para o Rio de Janeiro. Toda capital de Estado no Brasil tem que ter uma ligação terrestre, ainda que indireta, com Brasília. Isso faz de Brasília e do entorno um entreposto interessante. A idéia original é essa, levar desenvolvimento e integração; nem isso fizeram, e falam em outra Capital? O Brasil tem que deixar de ser refém de idéias sem base, de coisas feitas sem planejamento, dos passivos de um País que não é pensado. Todos os países de dimensões continentais encontram desafios imensos para a integração de seu território. O Brasil tem amarras estruturais que precisam ser rompidas; a gente se autossabota, há um imperativo categórico de não fazê-lo em nível de divindade; uma idéia de ordem de que o Brasil não pode crescer e se desenvolver; crescimento com desenvolvimento. Isso vem de Allah? Não; então, se não vem de Allah, não me interessa. Provérbio Árabe, "Quem não quer fazer uma coisa encontra um jeito". 

Traz para Barretos então, rs. Se for por isso não precisa, não sou político e não disputo eleições. Raul Seixas, "Cowboy fora-da -lei". A mais bonita daqui não mora mais aqui. Legião Urbana, "O descobrimento do Brasil". Dido, "Thank you".

"Mas você está opinando sobre comercialização automotiva também"; como consumidor. "Que carro você tem?Nenhum. Portanto, eu opinar sobre comercialização automotiva como consumidor é diferente de eu opinar sobre comercialização imobiliária como profissional. Tudo isso para falar do "câmbio automatizado do mercado imobiliário", o "condomínio Dualogic". "Por que 'Dualogic'? É o Top of Mind desses câmbios. Você vê que em comercialização automotiva Eu ouço a opinião dos profissionais, é óbvio que sabem mais e são mais autorizados que eu. Não é um problema para mim gente saber mais que eu; já fui assim, tinha que saber mais que todo mundo sobre tudo. "Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.". Leoni, "Garotos". Nem se eu estudasse 12h por dia minha vida inteira eu saberia de tudo. Nesse sentido o muito estudar é enfado da alma. Você vê que eu mobilizou informação sobre uma imensa variedade de assuntos; meu texto tem poucos erros, porque um erro ou outro vai ter, porque são condições extremas de temperatura e pressão; eu aceitei que nessas condições eu cometo falhas. Aprendi a ser um pouco tolerantes comigo. Rigor, sim, não excesso de rigidez. Eu tenho que deixar meu texto pronto. A gente se liberta da vaidade da divindade escribística do saber; se fosse para ser escriba ou fariseus, eu não seria fariseu. "Vaidade de vaidade; tudo é vaidade". Vaidade de vaidade, uma fórmula poética hebraica, equivale a "vaidade ao quadrado". O homem mais sábio do mundo só se deu conta disso no fim da vida. Vão é o que não traz frutos para a Eternidade. Aí você se acha melhor que ele, mas só está vendo isso agora pelo legado de sabedoria dele. Então você é tributário a ele. Salomão se dá conta no fim da vida que correu atrás do que não dá frutos para a Eternidade. E isso fará com quem muita gente não corra atrás disso. Que a paz esteja com ele. É assim com todos mundo, até que você tenha total capacidade de pensar por si mesmo. Ali era mais jovem; Ali ouvia muito as pessoas. "Mas é você quem tem que saber"; não, Ali tinha que acertar. Pela responsabilidade que tinha. Que a paz esteja com Ali. Se for para morrer agora, estou pronto. Uma estranha sensação de fim de vida; cheguei a algum lugar. Nirvana, "Smells like teen Spirit". Alguém está querendo me matar; pode fazer, de boa.

Eu gosto de carro vermelho; porém, quando é usado, a cor importa menos que outros aspectos. Die Happy, "Everyday is a Weekend". É a última Coca-cola gelada do deserto? 
America, "A horse with no name". Nem de longe. Está quente e sua garrafa está meio vazia. "Meio vazia" ou "Meio cheia"?. "Você é otimista ou pessimista?". A garrafa tem aproximadamente metade de sua capacidade volumétrica preenchida por líquido; se isso se dá em decorrência de a garrafa estar inicialmente cheia e alguém ter transbordado metade do líquido, meio vazia; se estava inicialmente vazia e alguém encheu até a metade, meio cheia. Nesse caso, é de se supor que alguém bebeu metade, porém isso é uma incerteza; o que se pode afirmar com certeza é que a garrafa tem aproximadamente metade de sua capacidade volumétrica preenchida com líquido. Princípio da incerteza, uma você crava, uma você deixa em aberto. Pelas circunstâncias, há um viés de que alguém tenha transbordado a metade; portanto, a partir deste viés, meio vazia. 

Função de concorrência; sua Hyundai Tucson antiga está por 60 paus; o que eu compro por 60 mil reais? "Outra Hyundai Tucson"; dá para buscar atéé IX35. Carros que você compra por 60 mil reais. Racionalidade e paciência para bons negócios. Você acha que todo mundo é aquela mulher que fala "Quero ESSE carro e acabou, e não descanso enquanto não comprar esse carro". Ela até existe, porém é cada vez mais rara; ela não pensa e ignora tudo o que não seja o que ela quer; uma dessas que manda no marido, essa é sua cliente. O marido vai tentar ganhar tempo, até ela bater o pé. Teodoro e Sampaio, "Quem tem *, tem medo"; ela é o ego, o id e o superego freudiano; o ego olha e o id diz "Isso é meu".  Mercado não paga boleto de ego.

https://youtube.com/shorts/XOqlg8Kkx-0?is=G5WRD5lM8Th3eE6j , eu já não penso assim; se eu chegar de BMW, meu cliente vai pensar que estou ganhando dinheiro demais. É que meu cliente é o Homo economicus. "Eu acho que estou te pagando muito".
 



Adriana Calcanhotto, "Pelos Ares". GSL XII.

Uma lacuna é um espaço não ocupado, não preenchido, vazio; é como subir uma escada e o degrau não estar lá. É o buraco na tela do serpentário. Você entendeu o que é uma lacuna.  É a Linha Maginot, vendida à sociedade como uma defesa efetiva da França; só esqueceram de te contar que foi deixada incompleta de propósito para que os nazistas pudessem invadir a frança pela Bélgica, como fizeram,  https://www.historiaemcortes.com.br/2023/09/linha-maginot.html , porque meia França se namastizou diante de Hitler. Exemplifica bem o conceito de lacuna; portanto, a Linha Maginot foi inefetiva quanto ao que se propôs por causa desta lacuna. 

Início dos anos 2000; afundamento da P-36, vazamentos de óleo, acidentes. A Petrobrás, ou melhor, a Diretoria de Abastecimento e Refino da Petrobrás, entendeu que alguma coisa tinha que ser feita. Em conjunto com a Amana-Key, desenvolveu a Gestão Sem Lacunas, estruturada em 12 princípios. É isso no Irã. Avaliem, ajustem, melhorem onde for cabível. Pede para o Lula que ele manda liberar para vocês. Marcelo D2, "Carta ao Presidente".

Acabáramos de chegar. Abril de 2003. É importante que dominemos os meios de nosso trabalho. Estávamos estudando o funcionamento da bomba d'água de uma viatura de combate a incêndio, Controle de Emergências Industriais. Entrando debaixo do caminhão, discutindo pressão máxima de funcionamento, olhando o fluxo da água, aprendendo o sistema de funcionamento automático, essas coisas que orgulhavam Ernesto Geisel, porque agíamos por iniciativa própria em uma janela de tempo. Mas o gerente queria que procurássemos coisas para fazer; só que o Gerente não chegou e falou, mandou uma indireta de longe; já pegou a fraqueza do cara. Tudo bem, vamos fazer qualquer coisa para que ele perceba que estamos a fazer alguma coisa, porque isso não é trabalho. Agora éramos uma estatal petista que prioriza o acionista, então parem com esta conversinha; isso é o que mais me decepcionou no Governo Lula, além da escabrosidade da questão de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais no Brasil não ter mudado de modo significativo sob Lula. Isso sem falar na roubação. Na tribalização da sociedade, na erosão de valores permanentes. Nunca votei e não voto nele. Ernesto Geisel fez mais pelo trabalhador que ele; a regulamentação da Segurança e Saúde Ocupacional no Brasil é obra de Geisel. "Você não está fazendo nada". Claro que estou. Você é repleto de preconceitos e não considera isso trabalho. Pelo menos para o nível médio. O engenheiro alemão passa o dia ao lado do equipamento observando tudo para melhorar e aperfeiçoar o equipamento. É por isso os 7 a 1 da vida.

O pessoal lançando mangueiras de combate a incêndio para montar uma linha de combate com um canhão; lançam as mangueiras, correm com o canhão, depois puxam as mangueiras, conectam mangueira a mangueira e ao canhão. E eu olhando. Desculpe-me a germanidade. 4 mangueiras? Canhão de 2 linhas? Retire as mangueiras da viatura, coloque uma ao lado da outra, conecte uma à viatura e mangueira a mangueira; conecte ao canhão; agora posicione o canhão sem lançar mangueiras; ganho de tempo e de esforço. Minha inspeção de extintores de incêndio demorava o dobro do tempo; mas eu pegava até difusor de extintor de CO2 rachado; não pode haver falhas, estávamos em uma Refinaria de Petróleo. Errado era eu; eu estava no lugar errado. Sairia de lá de qqualquer modo, porque voltaria para Barretos por causa da condição de saúde do meu pai; os demais filhos dele eram ausentes.Errei em uma decisão pessoal, tornar-me noivo de uma mulher quando deveria ter terminado com ela, e isso fez co que as coisas fossem traumáticas para mim; entre a desonra e aguerra, preferi a desonra e tive a guerra. Trabalhei lá por 4 meses, poderia ter ficado pouco menos que um ano. Não fui sábio nem inteligente ao marcar casamento com ela. Implodi minha vida para não me casar com ela; "Fera ferida", Roberto Carlos; pedi demissão; não me casei, não voltei com ela. Não retalie traição com traição. Falcão, "Vida de corno". Fui o último a saber. Uma coisa é ser corneado, outra coisa é ser corno. 

Aprendi uma coisa com o Vingador, chifre é uma vez só na vida. Olha o que o chifre fez com este homem.
 

Teria permanecido lá até que saísse o resultado do concurso público para a Prefeitura de São José do Rio Preto, a uma hora e pouco de Barretos, e de acesso bem mais fácil que vir de Campinas para Barretos. Não sou adotivo; mais ou menos assim, "Filho adotivo", Sérgio Reis. Meu pai só confiava em mim nas situações de emergência. Não precisava ter sido assim. Prestei um concurso para voltar à Petrobrás em 2008, não deveria ter feito, minha cabeça e coração estavam em outro lugar; sem focar, estudei pouco e fiquei em décimo lugar. Não me chamaram. Capital Inicial, "Não olhe pra trás". Aprendi que quando não faço o que tenho que fazer ou faço o que não tenho que fazer, eu me fodo de verde-e-amarelo.

Agora na minha Empresa eu sou certo. Agora é assim. Frank Sinatra, "My way".

1 - Coloque a vida sempre em primeiro lugar.

Gal Costa, "Força Estranha".


A cada momento de seu dia-a-dia e em todas as decisões que você vier a tomar,
valorize a vida em todas as suas formas, a curto, médio e longo prazos.
Quantas decisões tomamos a cada dia? Dezenas? Centenas? Falar ou não falar com
o chefe, com colegas, com funcionários, com familiares, amigos…? Pessoalmente,
por telefone, por e-mail, um bilhete…? Anotamos ou não anotamos o recado, o
registro do que aconteceu, a instrução recebida…? Consultamos os manuais ou
"tocamos de ouvido"? Desligamos por prevenção ou deixamos rolar…? Saímos
agora ou esperamos o outro voltar? Substituímos a peça ou deixamos para amanhã?
Falo o que penso ou fico quieto? Dou uma última conferida ou deixo assim mesmo?
E assim por diante…
Quantos de nós estamos conscientes de que não decidir é também uma decisão (a
decisão de não tomar qualquer atitude, a decisão de deixar para outra hora ou para
outros decidirem, a decisão de adiar, de deixar para amanhã etc.)?
A frase "... em todas as decisões que você vier a tomar..." nos incentiva a estar
muito conscientes em todos esses momentos de decisão. Saber que são momentos
de decisão. Momentos em que nossa escolha fará diferença. Ou seja, gerará
conseqüências sociais, ambientais, operacionais, pessoais etc. De um jeito ou de
outro.
O que também se quer evitar aqui é que as pessoas estejam tomando decisões sem
saber que estão fazendo isso…
Muitas das decisões são altamente complexas, e demandam a ponderação de
diversos aspectos no espaço e no tempo. Por exemplo, numa situação crítica de
vazamento, pode haver a possibilidade de se decidir por causar um impacto
imediato momentâneo para minimizar um dano maior posterior. Essa decisão exige
um nível de preparo excepcional e uma competência refinada de pensar
sistemicamente no espaço e no tempo. Mas, acima de tudo, requer grande
serenidade interior.
Evidentemente, ao tomarmos decisões, vários outros objetivos se interpõem,  juntamente com a consideração pela vida. Todos temos metas a atingir, resultados a serem gerados, até para preservar a própria vida da organização (pessoa jurídica) como um todo. Colocar a vida em primeiro lugar pode significar abrir mão de outras metas em determinados momentos críticos. É natural que se faça uma mudança de meta quando um valor maior, como a vida, se interpõe. Temos que estar imbuídos do princípio mas teremos as pressões das demais metas. Conciliar a vida com outras coisas em gestão deveria ser a coisa mais natural. Isso não significa esquecer o resto. O desafio é conciliar no nível máximo todos os ingredientes. Essa talvez seja a principal responsabilidade da liderança: estabelecer metas que automaticamente ajudem as pessoas a procurar o caminho delas. Ter uma forma inteligente de mostrar que há um ganho para elas, que aquilo vai trazer um benefício. Decisões como uma parada preventiva, sacrificando metas de produtividade, vendas etc. podem ser um importante sinalizador para os empregados e para a comunidade de que se está colocando a vida em primeiro lugar. "…coloque sempre a vida - em todas as suas formas - em primeiro lugar." O risco de colocar a vida em plano secundário é real? Isso acontece em nosso diaa-dia? O risco é real. E pode estar ocorrendo em nosso dia-a-dia, ao nosso redor, o tempo todo. Quando deixamos de fazer o que é preciso fazer, de dizer o que é preciso dizer para não desagradar o chefe, para não ser chamado de "chato" pelos colegas, para não alongar a reunião e chegar atrasado ao jogo de futebol, ao encontro com a namorada etc. e essa omissão pode trazer risco à vida de pessoas e ao meio ambiente. Estamos colocando a vida num plano secundário. Colocamos nossa relação com o chefe, nosso emprego, nossa promoção acima da vida. Colocamos a opinião dos outros e o nosso ego acima da vida. Colocamos o jogo de futebol, a namorada acima da vida… Colocamos a vida num plano secundário até mesmo quando contrariamos as recomendações médicas e de bom senso e arriscamos nossa própria vida ao descuidarmos de nossa alimentação, nosso corpo ou realizamos atos imprudentes (dirigir sem cinto de segurança, atravessar a avenida fora da faixa de segurança ou não usar a passarela etc.). Por isso a mudança tem que começar por nós mesmos, pelo nosso interior. Somos observados todo o tempo e nosso exemplo é seguido. Se mostrarmos respeito pela nossa própria vida - tanto em termos de segurança quanto em termos de saúde - estaremos dando um grande passo para que outros sigam a nossa liderança. O que nos faz descuidar da vida é a trivialização da vida, banalização da vida. É preciso resgatar, a partir de nossos atos no dia-a-dia, o valor da vida.

 Há também uma forte tendência a se colocar a vida em plano secundário quando
não vivemos o momento presente e estamos sempre presos ao passado ou ao futuro.
Essa consciência baixa do presente, este aprisionamento em um outro tempo leva a
descuidos ou excesso de confiança, que abrem muitas lacunas. Ela é especialmente
forte quando nosso nível de consciência ainda é baixo e não estamos conectados
com a relevância de nosso trabalho e seu impacto - positivo e potencialmente
negativo - na comunidade, na sociedade e no mundo.
Esta terceira frase do princípio nos incentiva a estar conscientes desses momentos
de escolha efetiva e optar sempre pela vida acima de tudo, inclusive quando
estamos desenhando os nossos sistemas, escolhendo a melhor tecnologia e ao
assegurar alta confiabilidade de todos os nossos processos. A vida está sempre no
bojo de todas essas escolhas. E todas as formas de vida e não só a de pessoas.
Todos os seres vivos (a Natureza como um todo) fazem parte da teia da vida. Nós,
seres humanos, fazemos parte dela. E todos dependem de todos. Estamos todos
interconectados. É a isso que o princípio se refere na frase "a vida em todas as suas
formas". A vida no contexto do Universo.
"Valorize a vida a curto, a médio e longo prazos".
Em nossas decisões, no dia-a-dia, sempre podemos focar só os efeitos de curto
prazo. A vida em primeiro lugar, sim, mas para quem está aqui hoje, em nossa
empresa, na comunidade, no país etc. Ou então podemos sempre levar em conta os
que virão depois de nós. Nossos futuros colegas. Os que estarão entrando em nosso
lugar. Nossos filhos, nossos netos. As gerações que estão por vir.
Esta quarta frase nos incentiva a usar nossa sabedoria e ter sempre em nossa
consciência o legado que construímos a partir de cada decisão que tomamos em
nosso dia-a-dia. Aqui há dois aspectos importantes. Um é o legado, ou seja, o
propósito da organização. Para que a organização existe? Para que trabalhamos?
Somos uma empresa de energia, especialmente de petróleo. Mas, em última
instância, existimos para melhorar a vida das pessoas, por meio dos nossos
produtos. Relembrar isso também é valorizar a vida, pois dá sentido ao trabalho das pessoas e as ajuda a sentir que trabalham por uma causa maior, aumentando o seu
comprometimento para fazer a coisa certa, fugir da improvisação etc. O segundo
aspecto importante é o tempo. Precisamos valorizar a vida em sua plenitude,
pensando no hoje e no amanhã. Focar só o curto prazo ou só o longo prazo é algo fácil. Nosso desafio é fazer as escolhas que conseguem equilibrar o conjunto todo: o curto, o médio e o longo prazo. Essa visão é a própria essência do trabalho do líder, pois quanto mais elevada a sua posição na estrutura, maior o horizonte de tempo do impacto de suas decisões. Muitas vezes as decisões dos gestores de cúpula só serão sentidas em cinco ou dez anos. Esse é o horizonte de tempo que deve ser considerado para avaliar se a vida está ou não sendo colocada em primeiro lugar nas decisões. Gestão Sem Lacunas significa também que não devemos - no processo de trabalhar as lacunas de hoje - gerar lacunas para o amanhã. Não herdamos a terra de nossos pais; a pegamos por empréstimo de nossos filhos. Devemos sempre ter em nossa consciência que nosso compromisso maior é com a evolução da vida. Vida com qualidade. Algo contínuo. Um amanhã sempre melhor. Sempre. E para todos. Se não tenho essa noção de tempo e de conseqüência, a minha consciência não se manifesta e não coloco a vida em primeiro lugar. Se não me sentir inserido na teia da vida, não irei colocar a vida em primeiro lugar. Isso significa elevar o nível de consciência das pessoas, fazê-las enxergar-se como parte de um todo maior e enxergar além do que é certo, imediato e positivo. Nesse sentido, uma campanha de elevação da consciência pode ser uma coisa de base e tornar o ideal da vida em primeiro lugar uma premissa real para tudo que se decide e faz na organização. Somos bombardeados, todos os dias, pelo não-respeito à vida. No dia-a-dia convivemos com agressões à vida. Vivemos num cenário de agressão à vida. Nós, da liderança do Refino, temos uma responsabilidade muito grande, porque nesse cenário desfavorável é que temos que valorizar a vida. Como? E nós? Como vamos dar o exemplo? Para darmos o salto temos que dar o exemplo mais concreto. Se não colocarmos a nossa vida em primeiro lugar, perdemos força. Para dar salto precisamos ser exemplo vivo. Causa desconfortos, incômodos, mas para dar o salto temos que dar exemplo de vida. Esse também é um critério para escolha das pessoas em posições de liderança. 

 

2 - Esteja sempre no "seu melhor eu".

Tim Maia, "Acende o farol".

 

 É sua responsabilidade atuar sempre em seu melhor estado físico, mental, emocional e espiritual. O seu "melhor eu" atua sempre pelo bem-estar de todos. O ser humano não é uma máquina que você pode regular para um determinado nível de funcionamento em horários pré-definidos. Ou seja, em certos momentos apessoa se propõe a funcionar num certo nível de consciência e, em outros, se
permite operar num nível abaixo. Isso acontece na vida real? Sim. Claro. Mas
menos por planejamento e muito mais por descuido, relaxamento de nosso estado
de prontidão. Somos todos vulneráveis a altos e baixos em nosso estado de
prontidão: em alguns momentos estamos de corpo e alma naquilo que estamos
fazendo; em outros não…
A frase "a cada momento de seu dia-a-dia" citada no princípio número um da
Gestão Sem Lacunas nos incentiva a zerar esses altos e baixos do nosso "estar
presente". Incentiva-nos a estar 24 horas com nossa "presença de espírito" ligada.
Seja em nossa vida pessoal, em casa, na escola ou no trabalho. É um jeito de ser.
Na vida como um todo. E não só em parte dela, em certos horários.
"Em todos os momentos" nos lembra da importância de sermos coerentes com os
princípios em tudo que fazemos, o que exige coragem e assunção contínua de
riscos, seja nos momentos em que tudo está correndo bem, mas principalmente em
momentos de emergência e crises. Até que essa coerência "penetre em nossos
ossos" e se torne algo absolutamente natural em nós. Vinte e quatro horas por dia.
Em cada momento de nossas vidas… Assim, evitamos às vezes observar os
princípios e, outras vezes, quando é menos conveniente a nós, deixar de observálos.
A responsabilidade de atuar sempre em seu melhor estado está ligada ao dia-a-dia
de todos em que sentido?
O princípio nos diz que cada colaborador do Refino precisa investir energia
(assumindo responsabilidade, fazendo autogestão, cuidando de si) para estar sempre
bem fisicamente, mentalmente, emocionalmente e espiritualmente. Na prática,
significa cuidar da saúde, descansar o necessário, dormir suficientemente, não
cometer excessos etc…. Significa também pedir ajuda quando estiver fora de
controle e não conseguir fazer uma adequada autogestão de seu estado físico,
mental…, como por exemplo com a dependência química.
Por outro lado, o conceito de "melhor eu" vai mais longe.
Na medida em que todos somos vulneráveis como seres humanos, podemos
transitar no dia-a-dia entre dois pólos. Num pólo está o melhor eu. O outro é o do
menor eu. Isso significa que, se não estivermos alertas, podemos "escorregar" para
o menor eu, o ego, isolacionista, fragmentário, que nos faz buscar o nosso próprio bem-estar sempre em primeiro lugar. Se estivermos o tempo todo em vigília, podemos estar cada vez mais tempo em nosso melhor estado, aquele que pensa nos outros, faz coisas para os seus semelhantes e é guiado pelos princípios mais elevados de ética em tudo que faz. Nesse sentido, atuar sempre em seu melhor estado significa estar o tempo todo no melhor eu. Significa, ao estar operando uma máquina ou buscando a origem de um problema num equipamento etc. ser persistente e extremamente cuidadoso por estar no melhor eu e não no menor eu. O menor eu vai pensar no jogo de futebol que vai perder se ficar mais tempo buscando o defeito e vai arranjar mil desculpas para deixar o trabalho no meio. É nessas horas que acidentes podem ser gerados. O princípio de estar sempre no seu melhor eu no fundo significa que temos sempre que estar evoluindo como seres humanos no sentido mais profundo da palavra para que o nosso trabalho reflita o que de melhor podemos fazer em nosso atual estado de evolução. Significa, também, que as pessoas devem se interessar cada vez mais por essa evolução profunda. Como seres humanos somos todos vulneráveis. A Gestão Sem Lacunas pode, de forma extraordinária, nos fazer mais sensíveis aos momentos em que "escorregamos" para o nosso menor eu. Só o fato de conseguirmos perceber que "escorregamos" já é um enorme avanço, porque em grande parte das vezes seres humanos "escorregam" e nem percebem. Em outras palavras, se a nossa consciência está evoluída o suficiente para perceber os momentos que "escorregamos" para o nosso menor eu é sinal de que avançamos e as "escorregadas" podem ser momentos de aprendizagem e evolução. Quando estamos nesse estado mais avançado de consciência, conseguimos perceber quando nossos próprios colegas "escorregam" na direção do menor eu? Com certeza. A aplicação desse princípio também pressupõe que todos na organização estejam se apoiando mutuamente nessa evolução na direção do melhor eu. Isso significa que ao percebermos as "escorregadas" dos colegas faz parte da nossa responsabilidade ajudá-los de forma construtiva, e positiva para que essas pessoas retornem ao seu melhor eu. Um cuidado importante aqui é que essa ajuda precisa ser feita a partir do melhor eu, porque as pseudo-ajudas, feitas a partir do menor eu, poderão gerar defensividade e eventualmente até conflitos dentro do próprio grupo. Embora esse tipo de ajuda mútua possa ser positivo e seja desejável num contexto de evolução coletiva, talvez devamos supor que a maior parte da responsabilidadeé interna a cada pessoa, o que fará com que esse processo de evolução nunca se
armadilhe numa situação em que as pessoas se tornem dependentes de alguma coisa
externa como condicionante da evolução permanente na direção do melhor eu.
 

3 - Busque a perfeição em tudo que fizer.

"Perfect", Die Happy. 


 Sua responsabilidade é de sempre buscar o melhor, o excelente, a perfeição em
tudo que fizer.
Se não estivermos buscando a perfeição em tudo que fizermos, vamos deixar coisas
de fora. Vamos ver os sinais de coisas erradas e vamos deixar passar. Se estivermos
tomando uma decisão, iremos parar no meio assim que visualizarmos uma solução
qualquer, não necessariamente a melhor. Se estivermos em busca da melhor
solução, vamos persistentemente buscar várias soluções até que sintamos que
chegamos à perfeita ou à melhor possível. Quando estivermos implantando aquela
que foi a melhor solução, podemos estar implantando mais ou menos ou podemos
estar buscando executar a solução no padrão máximo, ou seja, com "nota dez".
Problemas, erros, vazamentos etc. podem acontecer porque alguém deixou lacunas,
ou seja, não foi em busca da "nota dez" em tudo que era de sua responsabilidade.
Buscar a perfeição é algo diretamente ligado a buscar fazer as coisas sem deixar
lacunas. Nesse sentido, alguém que busque aplicar esse princípio com excelência
precisa se trabalhar profundamente e muitas vezes mudar hábitos e até padrões
culturais profundamente arraigados. Há algumas premissas, ou seja, alguns
componentes da nossa cultura que trabalham contra esse princípio, como, por
exemplo, "o ótimo é inimigo do bom", "perfeição é impossível", "se buscarmos a
perfeição nunca vamos implantar" e outras. É claro que em alguns momentos do
nosso dia-a-dia nos deparamos com situações que exigem de nós uma ação
imediata, não sendo possível se buscar o ótimo. Muitas vezes o bom senso requer
que aproveitemos o momento para decidir mesmo que a solução ainda não esteja no padrão máximo. Foi o melhor e possível de ser feito naquele momento.
Outro dado de caráter cultural é algo que carregamos desde crianças, quando na
escola não trabalhamos para obter a nota máxima, não trabalhamos para aprender o máximo que pudermos e nos contentamos muitas vezes com o "bom": uma nota
sete aqui, um seis acolá. Isso até cria um contexto onde as pessoas que buscam a
perfeição, ou seja, tirar "nota dez", são até chamadas pejorativamente de "CDFs" e discriminadas a ponto de fazer com que crianças, que têm essa busca da perfeição forte dentro de si, terem que manipular seu próprio desempenho para tirar notas abaixo de dez para serem "socialmente" aceitas. Esses aspectos culturais estão dentro das pessoas e a Gestão Sem Lacunas se propõe também a trabalhar esses aspectos que vêm sistematicamente rebaixando esses padrões em décadas de vida pessoal e profissional. Isso é ambicioso? Com certeza. É preciso admitir de vez que a Gestão Sem Lacunas é extremamente ambiciosa, porque não quer deixar nenhuma brecha, nenhuma lacuna, para chegar ao objetivo de zero de erros e acidentes de forma sustentável, ou seja, uma forma de viver sem erros que dure décadas e não seja apenas um recorde a bater num determinado ano para "escorregar" no seguinte. Esse processo de busca de perfeição tem limites? Sim. O limite é aquele definido pelo quadro atual. Se, não obstante todos os esforços para mudar o padrão das pessoas que trabalham no Refino hoje, se não chegarmos ao ponto desejado, até porque algumas pessoas que sempre trabalharam para nota 6 ou 7 não conseguem transitar com sucesso para a cultura do 10 ou 11, esse será o limite, o "teto" da organização. Se a organização institucionalmente não desistir por aí e continuar perseguindo persistentemente em função do seu senso de responsabilidade em relação ao todo, ela não irá se contentar com esses limites atingidos pelo quadro atual. E buscará pessoas que já tragam esse padrão de perfeição inerentes à sua forma de ser, ou seja, pessoas que talvez desde crianças já estão habituadas a buscar a perfeição em tudo que fazem. Isso significa também um desafio bastante grande para o RH, que deverá ajustar-se para ser capaz de detectar essas pessoas que já "tragam em seu DNA" essa busca de perfeição. Perfeição também significa fazer as coisas na velocidade certa e não significa simplesmente fazer as coisas com perfeição sem se importar com o tempo. Há muitas lacunas que são abertas pela demora de decidir e implantar as coisas. Outro ponto a considerar é que a perfeição envolve dimensões aparentes e dimensões ocultas. Isso significa que a busca de perfeição deve, necessariamente, nos fazer explorar aspectos da vida organizacional que, por não estarem tão aparentes para todos, geram lacunas por desconhecimento. Nesse sentido, é preciso registrar um paradoxo em que a busca de perfeição pode expressar algo pretensiosoe arrogante na aparência, mas é a postura que nos faz humildemente admitir essas
áreas ocultas que temos a responsabilidade de revelar, de buscar, para que a
perfeição real seja atingida.
Dentro da filosofia da Gestão Sem Lacunas, a detecção de lacunas é só a "ponta do
iceberg". Mais importante do que resolver as lacunas percebidas é encontrar as
causas das causas das causas em gestão que geram essas lacunas. E, num primeiro
passo, reinventar a gestão de modo a fazer com que lacunas como aquelas não
venham mais a existir. Ao buscar essas causas de raiz, também passamos a
conhecer quem são as pessoas que precisam corrigir as lacunas percebidas em
primeiro lugar. Ou seja, as lacunas detectadas precisam ser "alocadas" para os
gestores responsáveis pela sua emergência no passado recente ou até mesmo
remoto. Mas isso não basta. As lacunas detectadas são as lacunas que estão mais à
superfície. É preciso ir mais fundo e até conseguir detectar a tempo lacunas em
processo e lacunas que estão latentes, como se fossem vírus que estão lá e podem se
manifestar a qualquer momento. Nesse novo estágio da Gestão Sem Lacunas,
deveremos estar com todos os nossos "sensores" ligados para ir até a criação de
todo um "sistema imunológico" que impeça que qualquer tipo de vírus penetre no
organismo. Esse é o nível de perfeição que o Gestão Sem Lacunas deve buscar e
que deve estar presente em cada uma das "células" da organização e não só no
"macro". Deve estar presente nas "células" e no "macro".


4 - Atue sempre com foco na verdade

Fagner, "Oração de São Francisco de Assis".

Sua responsabilidade é trazer sempre as verdades à mesa de decisões,
assegurando o melhor para a vida e para o todo, evitando ilusões e percepções
distorcidas da realidade.
É responsabilidade de cada pessoa - da cúpula à base - alimentar o processo
decisório na organização. "Mesa de decisões" é uma metáfora. Milhares de decisões
são tomadas na companhia todos os dias, em todos os níveis. Algumas são tomadas
na cúpula, outras pelos próprios trabalhadores e, muitas vezes, de forma individual.
Algumas decisões são de grande impacto, podendo envolver até a parada imediata
da produção. Outras são aparentemente menores, como, por exemplo, a de avisar
ou não ao chefe algo que foi observado. Todas as pessoas que individual ou
coletivamente tomam decisões, o fazem com base nesses insumos (fatos,
informações sobre situações etc.). Na medida em que em todas essas instâncias o
insumo seja algo fiel à realidade, em todas as suas sutilezas, podemos dizer que as decisões são tomadas a partir de insumos bons. Na medida em que os insumos não cubram todas as facetas da realidade, podemos dizer que a qualidade dos insumos não é apropriada, podendo levar a decisões erradas. Esse "grau de fidelidade à realidade" é a nossa definição operacional de verdade. É importante reconhecer que esse grau é sempre determinado pela nossa percepção, pelas "lentes" que usamos para ver o mundo. Até mesmo informações técnicas, aparentemente mais objetivas e menos sujeitas a desvios de interpretação, podem não ser um espelho fiel da realidade. Por exemplo, quando um operador afirma que a pressão em um determinado processo está sob controle, ele na verdade está confiando na fidedignidade do instrumento de medição que está lhe informando a pressão do processo. Se esse instrumento técnico tiver algum problema, ele estará "faltando com a verdade" e o técnico pode ser um repetidor ou amplificador desse fenômeno e tomar - ou levar outros a tomarem - decisões erradas. Esse grau de "fidedignidade" é ainda mais desafiador no domínio das questões humanas, políticas e culturais. Nesse caso o indivíduo é, ele mesmo, o "instrumento de medição" e a sua percepção da realidade é definida pelos referenciais que tem (os seus modelos mentais). Por exemplo, um indivíduo que tenha uma forma de pensar mais lógico-racional e mecanicista pode tender a perceber as questões humanas também de uma forma mais mecanicista. Ele pode não perceber algumas informações importantes ou não dar muita importância a determinados fatos por julgá-los menos relevantes. Um indivíduo que tenha uma forma de pensar mais intuitiva ou criativa pode desdenhar procedimentos ou não atentar a dados técnicos. Lacunas importantes podem se abrir quando um número significativo de colaboradores, inclusive em postos de liderança, não consegue perceber a importância desse tipo de sutileza em função do modelo mental no qual foram formados. Atuar com o foco na verdade exige um esforço consciente de todos para trazer à tona os seus modelos mentais, as premissas e referenciais que dirigem e limitam a sua percepção da realidade. Exige também a busca permanente do "arredondamento" dos modelos mentais de todos, para que possam cada vez mais perceber todas as dimensões da realidade - técnicas, humanas, políticas, culturais - e reportá-las corretamente ao alimentar o processo decisório. Essa condição natural dos seres humanos (de lerem a realidade a partir de seus referenciais) também ilustra a sabedoria de que se busque sempre ouvir várias pessoas, várias perspectivas e vários "lados" ao se tomar decisões, das mais simples às mais complexas. "Sempre ouvir o outro lado", por exemplo, pode ser uma regra simples que nos ajuda a atuar com o foco na verdade. Disputas entre grupos, áreas, pessoas etc. dificultam o foco na verdade. Isso não significa necessariamente que as pessoas em geral mintam ou falsifiquem informações deliberadamente. Mas existem formas mais sutis de faltar com a verdade, que podem parecer menos danosas e, talvez por isso, sejam mais toleradas pela cultura organizacional. Por exemplo, todo tipo de omissão, voluntária ou involuntária (esquecimentos provocados por medo, negligência, irresponsabilidade etc.), representa uma lacuna, pois a probabilidade da decisão ser errônea é real e em algumas situações até extremamente significativa, porque o fato omitido, embora "pequeno" na visão da pessoa que o omitiu, tem condições de mudar todo o quadro das informações. Nesse sentido, uma meia verdade pode ser uma grande mentira e representar uma enorme lacuna. Outra forma sutil de faltar com a verdade é afirmar com certeza algo sobre o qual não se tem certeza absoluta. Às vezes posso ter uma ponta de dúvida em relação a algo. Posso não ter verificado um pequeno detalhe, que a mim parece irrelevante. Quando afirmo algo sobre um assunto que não tenho certeza, mas afirmo como se tivesse, influencio de forma inadequada o processo de tomada de decisão, próprio ou de terceiros. Existem também "mentiras institucionais", coisas que são afirmadas protocolarmente, até com boa intenção, mas que não traduzem fielmente a realidade e podem acabar gerando descrédito. É o caso do discurso de executivos que afirmam que as pessoas são o maior patrimônio da empresa, mas que decidem e agem seguindo outras prioridades. Eles podem até desejar colocar as pessoas em primeiro lugar, mas seus atos falam mais alto do que suas palavras. Essas são, muitas vezes, áreas de "auto-engano", que persistem porque ninguém faz um exame mais rigoroso daquilo que é dito. Outro ponto extremamente relevante é a velocidade com que os insumos circulam para a alimentação do processo decisório no dia-a-dia. Uma verdade que demora a chegar ao ponto de decisão pode ser a origem de um acidente, de um erro com conseqüências bastante significativas para a população. Portanto, o verdadeiro significado de "foco na verdade" pode ser melhor precisado ao incluirmos o fator tempo, na medida em que, para a essência da Gestão Sem Lacunas, a qualidade da decisão é que está em pauta. E a qualidade da decisão, em muitas situações críticas, é definida pela velocidade com que a informação chega ao ponto de decisão. 

 Todos esses desvios podem acontecer em função de vários tipos de medos: medo de
ser "dedo duro", medo de mostrar vulnerabilidades suas ou de sua área, medo de
que a verdade prejudique sua avaliação de desempenho ou de potencial etc. Na
verdade, todos são medos que buscam proteger pessoas ou grupos em detrimento
do bem comum. Nesse sentido é preciso que as pessoas conversem mais sobre seus
eventuais dilemas internos e sobre o desafio de falar todas as verdades. Na medida
em que trocam idéias, os membros do grupo se ajudam mutuamente a assegurar que
o foco esteja sempre no bem comum e não na preservação da pessoa ou das
pessoas, em verdadeiras situações de conflitos de interesses.
Outras vezes os desvios acontecem por vícios culturais localizados, estabelecidos
por líderes despreparados, autoritários, arrogantes, muitas vezes mordazes, que
minam aos poucos o desejo dos colaboradores de se expressarem de forma
autêntica. São os líderes que "matam o mensageiro de más notícias", que
ridicularizam aqueles que pensam diferente deles mesmos e assim por diante. Sua
forma de agir cria um ambiente em que certamente a verdade não irá prevalecer.
O grande desafio inerente a este princípio é a criação de um ambiente propício e
indutor à busca da verdade. Um ambiente que estimule todos a falar a verdade
integral, sem omissões, sem meias verdades, com alta velocidade e máxima
qualidade. E que ambiente é esse?
" É um ambiente de muito envolvimento e abertura para a participação de todos,
" um ambiente de confiança, em que não haja prejulgamentos, manipulações nem
"respostas padrão" (do tipo primeiro dizer não para depois negociar),
" um ambiente em que haja conseqüências para o que aconteça, mas no qual estas
sejam determinadas por um processo transparente e justo,
" um ambiente em que haja diálogos freqüentes, com transparência e honestidade,
" um ambiente em que as pessoas deixem claras as suas preferências e busquem
evitar que elas enviesem o reporte de informações,
" um ambiente em que as pessoas tenham competências duráveis de se comunicar
sem agressividade, antipatia ou prepotência,
" um ambiente em que se pratique a verdadeira diplomacia (em vez da "diplomacia" como exercício de falsidade e retórica vazia), em que se busque estabelecer pontos de concordância para resolver as diferenças pelo diálogo e pela negociação, " um ambiente no qual a honestidade mental prevaleça, em que todos começam por dizer a verdade a si mesmos e buscam sair do auto-engano, " um ambiente em que todos atuem com profissionalismo falando a verdade, procurando estabelecer sempre um ambiente amigável, " um ambiente em que a comunicação é tão intensa que as pessoas não precisam criar as suas próprias "verdades", " um ambiente em que os níveis hierárquicos da cadeia gerencial não distorçam as informações, " um ambiente em que há grande clareza do propósito e dos objetivos da companhia, " um ambiente em que colaborador seja uma pessoa que pensa com sua própria cabeça e tem um espírito crítico (positivo) bastante desenvolvido em vez de ser um repetidor de receitas, chavões etc. " um ambiente em que sistemas e processos de gestão (de avaliação, recompensa etc.) não levem à competição interna, " um ambiente em que todos focam o bem comum, a despeito das dificuldades e dos desconfortos. O desafio da Gestão Sem Lacunas é criarmos esse ambiente, caso contrário o princípio fica no vazio. E quem cria esse ambiente é o líder, desde o líder de alta administração até o supervisor de primeira linha. Ferramentas de comunicação e de RH podem ajudar. Mas o essencial é a ação da liderança para assegurar que a consistência de comportamento chegue até a ponta. 

 

5 - Atue com maestria e profissionalismo 

Bach, "Tocata e Fuga em Ré Menor".

 

Não desperdice energia em atividades que podem ser desenvolvidas por pessoas que se reportam a você. É sua responsabilidade usar suas competências plenamente, todo o tempo, e se reportar ao seu superior quando se deparar com trabalhos para os quais você não se sinta preparado ou capacitado.
A essência do princípio é que todos os colaboradores da empresa devem ser
profissionais naquilo que fazem, no cargo que ocupam. Ou seja, alguém ser abaixo
disso significa que a pessoa ainda não tem maestria na profissão, ainda não é um
profissional completo. Isso quer dizer que a pessoa ainda está em um nível abaixo
do ideal - o que representa uma lacuna, uma vulnerabilidade.
O princípio diz que somente a própria pessoa - mesmo quando é alguém totalmente
credenciado - sabe onde está o seu limite - além do qual ela sai da área de
profissional e entra na de amador. É o momento em que ela tem de buscar ajuda.
Ajuda de quem? De alguém que esteja na condição de profissional e possa ajudá-la,
e nunca de alguém que quer ajudar sem estar qualificado… O que seria a criação de
uma lacuna.
Lacuna também ocorre na situação em que o superior não esteja na condição de um
profissional na área em que o subordinado precisa de ajuda. Quando esse superior
tentar ajudar assim mesmo, essa é uma forma de agir que quebra este princípio.
Como superior e especialista em chefia/supervisão/gestão, seu papel é assegurar
que a pessoa tenha ajuda de um real profissional, necessário à situação.
Por outro lado, o superior que faz as coisas que o subordinado deveria estar fazendo
está quebrando o princípio em várias dimensões. Primeiro, se ele faz pelo
subordinado porque este não é um profissional, o próprio superior não está sendo
profissional (ao deixar alguém não-pronto, não-profissional, no cargo).
Em segundo lugar, ao "esvaziar" seu subordinado, o superior não permite que o
profissional exerça plenamente a sua função. O profissional pode ir se
enfraquecendo por falta de prática. É o "profissional-referência" que vai perdendo
a sua competência, vai se atrofiando por não usar suas qualificações. Uma grande
vulnerabilidade…
Em terceiro lugar, o superior que faz o trabalho do subordinado também deixa de
ser profissional no cargo que tem por estar deixando de fazer o que teria que estar
fazendo.
É importante também registrar que boa vontade não basta. Esforçar-se também não.
Se a pessoa não está preparada no nível profissional, ela será uma lacuna (até
chegar lá…). É a analogia do estudante que ainda é "verde" em inúmeras dimensões… Esse é o princípio que regula o equilíbrio entre o teórico e o prático em pelo menos dois sentidos. É o teórico nota dez que não tem prática. Em teoria, o motorista/ mecânico perfeito. Na prática, alguém incapaz de tirar o carro do lugar… Muito conhecimento explícito. Pouco do tácito, que os "veteranos" têm. É também a lacuna que o "experiente/prático" representa. Muito empirismo, pouca fundamentação teórica. Pouca profundidade. Excesso de tentativas e erros. O profissional que tem maestria no que faz está em processo contínuo de aperfeiçoamento e tem alta iniciativa: ele próprio faz a gestão do processo. Outra dimensão importante da maestria e profissionalismo é assegurar as pessoas certas nos lugares certos e com a motivação certa. Essa deve ser uma preocupação central do líder em relação à sua equipe. Além da ação proativa dos líderes, soluções "técnicas" também podem promover a maestria e o profissionalismo na organização. Por exemplo, muitas vezes os próprios sistemas organizacionais dificultam o casamento ideal entre pessoas, trabalhos e motivação. É comum que empresas tenham apenas uma "carreira gerencial" para que as pessoas possam evoluir em termos de responsabilidades e recompensas. Muitas vezes isso faz com que técnicos competentes sejam alçados a posições de supervisão e gerência até com intuito de melhorar a sua motivação e satisfação. Mas o efeito pode ser exatamente o oposto. O bom técnico pode tornar-se um gerente medíocre, muitas vezes infeliz e desmotivado. Ele não tem vocação nem inclinação para o trabalho próprio de um gerente. Um exemplo de solução "técnica" para esse problema são as "carreira em Y", já adotada na Petrobras (especialista x gerencial) nas quais as pessoas têm a opção de seguirem uma "carreira técnica" que lhes permita ascensão salarial e de status compatível à da "carreira gerencial". Esse é um exemplo de mecanismo para assegurar o perfeito casamento entre pessoas, seus trabalhos e sua motivação, um pré-requisito essencial para maestria e profissionalismo.

 

6 - Seja sempre pró-soluções.

Elvis Presley, "A little less conversation".

Canalize sua energia para o construtivo, o antecipativo e o preventivo. Evite desperdiçar energia e talento em diagnósticos após o fato. Saia das causas aparentes. Vá sempre à causa das causas. Planejar não é correção. É antecipação. Esse princípio visa a trabalhar a cultura da falta de iniciativa que prevalece emmuitas partes da organização, gerando grande número de lacunas. Falta de
iniciativa em resolver as coisas. Muitas críticas, muitos diagnósticos, muitas
conversas, mas pouca ação para solução das coisas pela raiz, de forma persistente,
até o fim.
É não ficar em "compasso de espera", aguardando que "alguém" tome as iniciativas
necessárias, dependendo da ordem de superiores.
É também o princípio que visa a transformar a energia dos "críticos de carteirinha"
em pessoas que trabalham para resolver as coisas pensando na organização, nos
clientes e na própria sociedade, sem esperar reconhecimento, sem querer receber os
louros. Em pessoas desprendidas, que evitam julgar os outros e concentram toda a
sua energia no construir soluções em vez de desperdiçar tempo e talento buscando
culpados, apontando dedos etc. e buscando ser o "salvador da pátria" - em tese -
em tudo.
Explicar as coisas depois que o problema ocorreu é muito fácil. O difícil, o desafio,
está em evitar que os problemas ocorram em primeiro lugar. O difícil é ter maestria
e ser um profissional no preventivo, no antecipativo. Esse princípio pressupõe a
existência de profissionais nesta área do preventivo, no proteger o sistema, tudo que
se faz contra problemas, imprevistos, surpresas, vulnerabilidades…
Conseguir chegar às causas das causas nesse processo de busca do preventivo e do
antecipativo em tudo exige competências aguçadas em várias áreas essenciais:
(a) competências refinadas em resolução de problemas e conflitos, capacidade de
ver o todo do iceberg e não apenas a sua ponta;
(b) capacidade de agir rapidamente, sem deixar lacunas por demora em agir;
(c) capacidade de "fuçar", pesquisar, ir atrás das coisas com enorme persistência -
até ficar genuinamente satisfeito;
(d) capacidade de fazer as soluções efetivamente acontecerem. Ter pensado a
respeito não ajuda. Esse princípio pressupõe fazer o problema desaparecer.
Significa executar/implantar soluções com sucesso;
(e) competência sistêmica. Soluções pontuais/ fragmentárias às vezes são
necessárias. Porém, na maior parte das vezes, soluções que são as mais eficazes, aquelas que resolvem, são de caráter sistêmico, em que o todo é resolvido.
"Pró-soluções" pressupõe soluções que cheguem ao âmago do todo. "Pró-soluções"
também quer dizer soluções criativas e definitivas e não "soluções quebra-galho",
do simples "dar um jeitinho", rapidinho, na "cultura do instantâneo".
Algumas soluções necessárias serão duras, difíceis. Serão desgastantes, demoradas
e poderão exigir muita persistência, muita dedicação e muita "chatice" com muita
gente. Algumas soluções necessárias exigirão decisões complexas na área humana.
Deixar de fazê-las gera muitas lacunas. Há, ainda as pseudo-soluções, que
multiplicam as lacunas existentes: acha-se que eliminou-se uma mas, na realidade,
criaram-se outras.

7 - Compreenda a influência do humano em tudo

Mamonas Assassinas, "Mundo Animal". 


 Esteja o tempo todo atento à influência do humano em todas as dimensões da vida
organizacional. Procure compreender cada vez melhor o fator humano presente,
tanto no processo de geração de lacunas como na superação delas. Lacunas são
geradas, por exemplo, pelo desrespeito a valores estabelecidos, quebra de
princípios éticos, negligência e arrogância.
A frase que talvez melhor ilustre o espírito desse princípio é que podemos investir
bilhões em equipamentos visando segurança, maior produtividade etc., mas esse
investimento por si só não garante atingir os objetivos. Se a operação desses
equipamentos não for impecável, os resultados não vão aparecer. Aliás, quanto
mais poderoso o equipamento, maior será também o problema que ele pode gerar se
for mal operado. Sendo assim, é fundamental que cada pessoa, em primeiro lugar,
consiga perceber a sua própria influência em tudo que ocorre à sua volta, em seu
setor, na empresa, na família e na sociedade. Mesmo coisas técnicas foram
concebidas e desenhadas por alguém que não é perfeito. Isso significa
"compreender" no sentido mais amplo, ou seja, perceber com grande profundidade
que em tudo que nos cerca o humano está presente. Não há a distinção entre o
técnico e o humano, porque o humano está por trás da concepção do técnico.
Outro aspecto é uma reflexão profunda sobre a influência de cada um junto a outras
pessoas ao seu redor: suas equipes, seus pares, seus superiores, outros membros da
sua família, outros cidadãos. Essa sensibilidade também o faz projetar a
importância do humano em tudo ao seu redor, ao nosso redor, na medida em que outras centenas, milhares, milhões de pessoas estão agindo e interagindo continuamente em tudo, numa gigantesca rede de influências mútuas. Quando pensamos sobre isso, percebemos que os fatores técnicos são, em geral, menos complexos que os de natureza humana, por princípio algo impossível de se controlar. Ainda mais quando pensamos nessa rede de influências mútuas, tanto para o positivo quanto para o negativo. O mais importante é reconhecer que toda essa rede de influências nunca será algo preciso. Decididamente, as chamadas "ciências humanas" estão longe de serem exatas. Nesse sentido, a chamada "gestão de pessoas" representa o maior desafio que existe em organizações e na sociedade porque traz em seu bojo a busca de gerenciamento do que é "ingerenciável" por natureza. O homem é dono de sua capacidade de agir, por ação ou por omissão. Ele pode ser submetido a um processo, mas a vontade ou ação é dele. Cada um decide individualmente como agir. O máximo que se consegue com as pessoas é liderar. Pode-se gerir processos, não pessoas. Por exemplo, fazemos a gestão dos nossos filhos? Não, nós os educamos. Nesse sentido, a expressão "gerenciamento" deve ficar entre aspas, porque sem aspas é como se tivéssemos controle das pessoas. É possível fazer "gestão" de pessoas no sentido de uma liderança que crie um ambiente para fazer as pessoas crescerem - como fazemos com nossos filhos. Esse é o processo de gestão que leva o humano em consideração, com base na crença de que cada um é capaz de assumir a sua responsabilidade. A compreensão refinada do humano evidencia a importância da coerência entre o que pensamos, o que dizemos e o que fazemos. Por exemplo, quando cobramos que nossos filhos digam a verdade e cinco minutos depois pedimos a eles para mentirem (por exemplo, pedindo que dêem uma desculpa para que não atendamos ao telefone) fica evidente a eles que uma coisa contradiz a outra e assim abrem-se lacunas. Um exemplo claro tem sido mostrado pelas auditorias comportamentais de segurança, nas quais percebe-se que as pessoas têm a compreensão cognitiva do que devem fazer, mas não demonstram a ação apropriada. Minimizar essa distância entre discurso e ação, entre cognição e execução é a essência da liderança pelo exemplo e para praticá-la precisamos continuar a investigar, com honestidade: o que estamos pensando, o que estamos falando, o que estamos praticando? Em tese, todas as lacunas que existem nas organizações e na sociedade são de caráter humano (causa da causa da causa). Por isso, torna-se fundamental que cada colaborador esteja sempre buscando evoluir em sua compreensão sobre os aspectoshumanos da vida em sociedade. Compreender-se e compreender os outros, polir
suas competências humanas, buscar estar equilibrado nas dimensões físicas,
mentais, emocionais e espirituais. A lacuna maior é gerada pela subestimação da
influência do humano na vida organizacional.
Enquanto tivermos uma só pessoa que lide com os aspectos humanos de forma
inadequada, a organização corre grandes riscos de problemas em vários aspectos do
seu dia-a-dia. Isso significa buscar a perfeição em termos de compreensão do
humano. Organizações que buscam chegar à perfeição não se contentam com
menos. Na medida em que as pessoas se conformam com a imperfeição e não
buscam o melhor, vão se tornando cada vez menores e acabam gerando erros sobre
erros. Errar é humano, até para aquele que tem grande nível de aspiração e que quer
chegar a 100%. Cometer os mesmos erros, porém, é lacuna. Ser indulgente com
erros é lacuna. Ser paternalista com as pessoas que cometem os mesmos erros é
lacuna. Manter pessoas que sistematicamente erram é lacuna. Nesse momento o
líder que compreende o humano alia sensibilidade à responsabilidade. Não pode
deixar que alguém que insista no mesmo erro possa continuar. Como líder, tem que
ter a ousadia de tirar as pessoas. Mas só isso não resolve. Compreender os aspectos
humanos não significa "caça às bruxas" nem transigir e abrir mão das
responsabilidades.
Não podemos esquecer que há momentos em que não dá para errar. A Gestão Sem
Lacunas não é seis sigma, é sete sigma, é a perfeição. O ser humano é afetado por
sentimentos, emoções, reage diferentemente etc. Mas, nesses momentos, o "errar é
humano" não cabe. Por isso, também é importante treinar incansavelmente para
esses momentos em que não pode haver falha, treinar para determinados
procedimentos que não são feitos todo dia. Por isso é importante treinar muito,
inclusive com uso intensivo de simuladores. Além do treinamento, o sistema sóciotécnico tem que ser desenhado de modo a prever redundâncias e dispositivos que
evitem o erro do sistema como um todo (um exemplo são os sistemas de freios
ABS). É preciso investir na robustez do processo. Fazer a análise da causa básica de
todos os acidentes. Ir fundo na causa, analisando tudo que concorreu para a falha e
fazer grande divulgação da análise.
Entender o fator humano significa, também, ir a aspectos tão sutis quanto levar em
conta as expectativas que afetam o resultado final ("profecias auto-realizáveis"). É
a idéia ou situação em que o chefe não acredita no subordinado, acha que ele vai
errar/falhar etc. O subordinado - quase inconscientemente - acabará correspondendo à expectativa do chefe. Uma expectativa positiva, por outro lado, faz a pessoa
crescer. Esta é uma sutileza que nos ajuda a ver que "profecias" negativas são
lacunas em todo tipo de organização.
Compreender o humano significa ir atrás da lógica do comportamento, entender as
razões que levam a uma atitude, compreender o que gerou um comportamento.
Compreender que as pessoas têm limites e que são diferentes. O mesmo padrão de
resposta não funciona para todos. Compreender as diferenças e que respondemos de
forma desigual a estímulos iguais. A questão humana é feita dos detalhes, das
pequenas coisas. Só 10% está no aparente, os outros 90% estão no oculto: nossos
medos, nossa história, nossos desejos. Você mexe com coisas não-ditas, que terão
reflexo. Tudo está no detalhe, na sutileza e nesse sentido, o mais importante é o
refinamento da nossa percepção. Muitas vezes esse refinamento nos leva a enxergar
facetas aparentemente paradoxais. Por exemplo, pode-se acreditar que confrontos e
choques de idéias levem a um desgaste na relação e acabem fechando portas. Mas,
às vezes, nos confrontos é que as relações se abrem. Em confrontos fortes, em que
amigos discutem, a relação cresce e a ilusão do desgaste pelo confronto se esvai.
Compreender o humano requer polimento para a vida inteira. Não é um simples
treinamento que vai resolver. Ajuda mas não é suficiente. É algo para a vida inteira.
Temos que sair da zona do conforto. Cada profissional tem que buscar uma nova
forma de trabalhar. Sem mudar a forma de pensar e sem agir genuinamente não
vamos conseguir. O líder está em papel muito visado porque é cobrado pelo
superior e pelos subordinados. Um grande desafio é nos apoiarmos nesse processo,
deixar de trabalhar estanque e trocar mais. Dar suporte à liderança para que todos
possam enfrentar esse novo. Todos estão tateando numa nova forma de viver. Para
isso, precisamos nos apoiar mais e contar mais uns com os outros. Trabalhar em
equipe nos educa a compreender o humano, até em detalhes como respeitar o
tempo do outro, oferecer voluntariamente ajuda, compreender a necessidade dele,
ver que o outro compreende a sua necessidade etc.
Paradoxalmente, porém, esse conhecimento está muito ao nosso alcance porque
somos humanos. Ser técnico ou não, não faz diferença. Compreendemos o humano
porque somos humanos. O que faz a diferença é a nossa preocupação legítima,
nosso interesse genuíno em compreender e levar em consideração o lado humano.
Essa é uma condição essencial para exercer um cargo de supervisão ou liderança.
O corpo gerencial da organização já foi selecionado com ênfase na competência técnica e ainda hoje está muito baseado nessa competência e na experiência técnica.
Às vezes até se "queimam" pessoas ao colocá-las em posições de liderança para as
quais elas não estão preparadas/ aptas. Isso é crítico porque as pessoas vão se
espelhar nos seus líderes. Por isso, é importante cuidar também dos gerentes que
vão fazer o processo avançar.
A Gestão Sem Lacunas e os princípios foram concebidos para ajudar nessa
transformação. Ela deve ser vista como uma "filosofia", que tem que ser aplicada a
todas as nossas atividades. Devemos praticá-la até que se torne um comportamento
espontâneo. Até lá será preciso, todo dia, relembrar o princípio, refletir e corrigir
rumos. Nesse processo somos agentes e pacientes da mudança. Temos que mudar
fora e mudar dentro. Até agora buscamos a fórmula de mudar o outro. Há muitas
coisas que temos que superar dentro da gente. Por exemplo, foco na verdade
começa conosco mesmo. Para mudar verdadeiramente e vencer as barreiras que
temos nas nossas equipes, temos que vencer nossas próprias barreiras. Temos que
ser aprendizes para sermos professores de nossas próprias equipes.
Em alguns momentos teremos que desaprender várias práticas em que
acreditávamos e que adotávamos. Temos que aprender a desaprender. O ser
humano adulto não aprende só em sala de aula e não é só cognitivo. Com as
simulações se aprende e sempre se exercita. Os treinamentos têm que passar por
reformulação buscando mais o vivencial, como o adulto aprende. Mas, enquanto as
propostas continuarem lineares, evidenciadas até pelo layout da sala e a interação
não for privilegiada, estamos retardando o desenvolvimento. O adulto só aprende
fazendo. Por exemplo, as auditorias comportamentais são pura prática e as pessoas
começam a incorporar nuances anteriormente não percebidas. Alguns acidentes que
poderiam ter sido simulados teriam tido melhor resolução. Processos vivenciais
também podem ser usados na área da gestão. Podemos criar internamente ou buscar
externamente o que possa nos ajudar nessa área. A questão de atitude também tem
que ser trabalhada no treinamento. Simuladores, comunidades de prática, fóruns de diálogo etc. são úteis, mas precisam ser acompanhados posteriormente para avaliar a sua eficácia e analisar as condições para que o comportamento ocorra. No
extremo, aprendemos liderança na prática, no simulador da vida.
O papel do líder é como ele escolhe as pessoas. Os líderes são exatamente do
tamanho da equipe que constroem. Ao escolher pessoas, eles escolhem o seu par.
O líder compõe, com cada colaborador, o resultado. O líder deve ser escolhido
também por esse entendimento humano, por saber tratar com as pessoas. A alta administração mexe com muitas vidas e com muito dinheiro. Esse processo
decisório é importante. O ideal é o supervisor decidir a cada dia se o operador está
ou não apto a operar o painel. Precisamos analisar acidentes à luz da compreensão
do humano (não basta concluir que o dispositivo de segurança não foi usado; é
preciso compreender por que ele não foi usado). Precisamos ouvir os que estão
certos e os que estão errados. É importante ouvir e compreender mesmo os que
estão errados para compreender a sua lógica e aprender quando ela pode ser
empregada com sucesso. Esse grau de empatia é muito difícil, mas é essencial para
poder entender tudo isso. As lideranças têm que praticar isso o tempo todo. Têm
que sair do problema técnico como a principal prioridade. Compreender o humano
é construir a Gestão Sem Lacunas. Não é fácil, mas é essencial. 

8 - Assuma responsabilidade pelo todo

Shania Twain, "Still The One". 


 É sua responsabilidade estar conectado, envolvido, participante e ativo junto ao
todo da organização. O "Sem Lacunas" é comunicação direta, muito diálogo e
ações integradas. O espírito é de responsabilidade compartilhada em seu nível
máximo: 100% eu e 100% os outros.
Assumir responsabilidade pelo todo é estar olhando o "jogo" como um todo para
poder ajudar a grande equipe, a organização como um todo, a ser uma equipe
campeã, capaz de ganhar todos os jogos em que participa dia após dia. Esse
princípio busca eliminar a fragmentação que caracteriza tantas organizações no
mundo empresarial e na sociedade. Uma fragmentação que leva as pessoas a
fazerem somente a sua parte de forma burocrática e sem pensar, literalmente.
Pessoas que são "peças" inconscientes de uma engrenagem. O impacto desse tipo
de atuação "só pensando no seu" e até de forma sem vida - no piloto automático -
fica evidente em qualquer esporte coletivo, o futebol por exemplo.
O ideal, obviamente, é ter jogadores multidisciplinares em todas as posições: como
a pessoa sabe das dificuldades de cada posição, ela empaticamente "joga pensando
também no outro" e sempre pensando no conjunto de equipe e no objetivo que se
quer atingir. Como isso (todo mundo capaz de fazer todo tipo de trabalho) é algo
impossível numa grande organização, o mínimo - nessa linha - é assegurar que
todos saibam em que jogo estão e onde se quer chegar de forma coletiva - mesmo
que as pessoas não consigam jogar em todas as posições. É conhecer como o todo
funciona para poder contribuir para esse todo. Se um só funcionário estiver fazendo o seu trabalho sem consciência do todo, temos aqui uma lacuna… Que em certas
circunstâncias pode gerar um grande problema.
Esse princípio tem tudo a ver com o conceito de "cidadania". É a atitude da pessoa
envolvida/ não-alienada, que se sente parte de um todo maior (a sociedade) e quer
fazer diferença, ajudar de forma desprendida (sem isolar-se pensando em benefícios
para si e ignorando o todo). Nesse sentido, a palavra "todo" vai além do Refino e
inclui o Abastecimento, a Petrobras, sua comunidade e o próprio país.
Uma equação desafiadora para a Gestão Sem Lacunas é "como assegurar que todos
os colaboradores da organização saibam como o todo funciona?". Por
comunicação? Por educação e treinamento? Por ação dos líderes? Pela ação de cada
funcionário que vai atrás dessa visão do todo por iniciativa própria, usando seus
contatos informais?
Agir de forma pró-ativa junto ao todo é fácil para todos? Com certeza não. Muitos
são tímidos, excessivamente "cerimoniosos" (para não invadir a seara dos outros).
Há ainda a reação da cultura fragmentária, que não admite "intromissão" e muitas
outras questões de caráter cultural, inclusive os processos instalados de
reconhecimento e avaliação, que podem só privilegiar o que se realiza na área/ no
cargo, ignorando as contribuições para o todo. Cabe a quem trabalhar esses
aperfeiçoamentos da cultura? Mais uma vez, a todos. Ninguém ficando de fora do
processo.
O princípio também pode ser interpretado como "cada um faz sua parte mas sempre
pensando no todo". Assumir responsabilidade pelo todo não significa abrir mão da
sua responsabilidade pela parte. Fazer a própria parte com excelência é, ao mesmo
tempo, pré-requisito e conseqüência do foco no todo ao atuar na parte.
Por outro lado, o que significa "assumir responsabilidade" pelo todo? Significa não
jogar para outros essa responsabilidade. Significa assumir essa responsabilidade
dentro de si, em foro íntimo, como se tudo fosse responsabilidade própria. Como se
a organização só pudesse contar com uma pessoa: eu. A tese é de que se todos na
organização pensarem assim, o grau de energia coletiva será extraordinário e os
resultados idem. É a correta interpretação do 100/100. Na prática, esse 100/100 só
acontecerá se eu pensar "100 eu; zero os outros". Se o outro pensar igual, teremos -
no agregado - o 100/100. Isso também significa que os 50/50 de responsabilidade
compartilhada tradicional irá gerar lacunas do tipo "já fiz a minha parte, os meus50%…" e ficar em compasso de espera, até cobrando pelos 50% que são de
responsabilidade do outro… Mesmo o 100/100, visto de forma isolada e não
conectado com os demais princípios, pode levar a lacunas do tipo "se todos são
responsáveis pelo todo, posso ficar sem fazer nada que alguém vai fazer…".
O objetivo final é que todos na organização cheguem a esse ponto ideal? Como
objetivo, sim. Como esforço para chegar lá, sim. Caso contrário, o que devemos
buscar? Alguma coisa abaixo de 100? Se estamos na filosofia da Gestão Sem
Lacunas, não podemos - por princípio - almejar algo que seja abaixo de 100.
Mesmo os 99 representam a criação de uma lacuna de 1.


9 - Busque perfeita harmonia na organização como um todo.

"Supersonic Speed", Die Happy.


 Elimine os conflitos e a competição predatória que causam lacunas através das
quais os bons resultados se perdem. Seja sempre muito criativo na busca de
"soluções ganha-ganha" nas suas relações no trabalho e em todas as partes
envolvidas.
Conflitos, principalmente os destrutivos, dentro da organização (que deveria
funcionar como um grande time) geram lacunas. Ponto. A única exceção são os
"conflitos" de pontos de vista, que levam a diálogos profundos e consensos que
fazem o todo evoluir. Se os conflitos não são trabalhados até o fim, muitas lacunas
vão ficando em aberto e o senso de equipe vai se desgastando.
Quando a natureza dos conflitos é de caráter negativo, predatório, gerado por
preconceitos e rotulagens, é grande o número de lacunas que podem se abrir na
medida em que não temos mais um grande time. Mas um ajuntamento de pessoas
que não se entendem. Parte dessas pessoas pode até estar trabalhando para
propósitos diferentes (quando há conflitos de interesses e certas pessoas trabalham
para ganhos materiais próprios e mais espaço/poder etc. em vez de buscarem o
melhor para a organização, os clientes, a sociedade).
Esse princípio incentiva todos na organização a buscar decisões que levem em
conta as necessidades de todas as partes envolvidas, inclusive as da própria área. É
a "busca do melhor para si e para todos", ou seja, o ponto onde as relações são
plenamente ganha-ganha.
Dentro dessa forma de pensar, os sistemas de avaliação de desempenho precisam ser muito bem estudados para não representarem um foco gerador de desarmonia,
quando poderiam ser uma excepcional ferramenta de processos ganha-ganha para
obtenção de resultados máximos.
A premissa na base deste princípio é que uma organização onde haja harmonia
tenderá a ser uma organização sem lacunas. E vice-versa. Ou seja, uma organização
só conseguirá ser sem lacunas se o grau de coesão/harmonia for nota dez. Nota
nove significa um de lacuna…
Harmonia, por outro lado, pressupõe evolução contínua de todos: diferenças de
modelos mentais que vão sendo aplainadas a partir de diálogos intensos, profundos.
Toda organização tem suas sub-culturas. E elas precisam evoluir na mesma direção,
baseadas em um propósito nobre: a evolução do todo. O objetivo é assegurar que
as diferentes sub-culturas consigam conviver muito bem, honrando suas diferenças
e ao mesmo tempo criando algo que as una pelos seus pontos em comum.
A busca da harmonia dentro da organização como um todo irá depender
significativamente de competências humanas de todos os colaboradores da
organização. É como se todos eles tivessem "competências diplomáticas" e fossem
muito eficazes em "fazer a paz" tanto dentro como fora da empresa. Competências
para geração e manutenção de paz organizacional. Uma organização não em estado
de guerra. Pelo contrário, uma organização voltada a trabalhar pela paz e harmonia
como único caminho para ter sucesso de forma sustentável, capaz de perpetuar a
organização. Isso não significa que uma "pseudopaz" seja algo positivo. Na medida
em que o "respeito" à diversidade de opiniões seja passivo, ou seja, todos
permanecem com suas respectivas opiniões, não temos harmonia. Há um simples
ajuntamento de diferentes. Não há evolução do todo porque não temos um efetivo
trabalho da diversidade que gere um alto nível de criatividade.
O mesmo pensamento se aplica à idéia de "discordar sem conflitos". Trabalhar
pontos discordantes é sempre uma forma de provocar "conflitos" na busca do
atingimento de harmonia num patamar mais elevado.
Formas de gestão de "dividir para reinar", praticadas ainda em várias organizações,
são, por exemplo, absolutamente antagônicas a esse princípio.
A melhor visão para este princípio é um organismo vivo. O ser humano, por
exemplo. Se não houver harmonia total no organismo, ou seja, se todas as partes/
órgãos/ sistemas não estiverem em perfeita harmonia, o organismo desenvolve   doenças, algumas delas fatais (ou seja, capazes de fazer o todo desmoronar). Se formos para nível mais sutil, deve ainda haver harmonia total entre os vários corpos que compõem o ser humano: o corpo material, o mental, o sutil, o energético etc. As doenças/ disfunções são as lacunas na organização. Esta analogia com o ser humano pode ser significativamente aprofundada (por exemplo, indo ao nível das células, do DNA etc.) e trazer muitos insights para a compreensão e aplicação desse princípio.

10 - Atue também nos "espaços vazios" da organização.

"Esquadros", Adriana Calcanhotto.
 É sua responsabilidade estar preparado para identificar "vazios" entre áreas,
processos, programas e ações e agir sobre eles. Isto requer excelência na visão do
todo e nas iniciativas .
O conceito de "espaço vazio" é fundamental na Gestão Sem Lacunas. Há três
significados diferentes para "vazio".
O primeiro é aquele que se refere a desafios novos/ inéditos que as mudanças e a
evolução do mundo vão fazendo emergir. E isso pode acontecer no dia-a-dia. Uma
nova tecnologia que faz surgir um novo tipo de concorrente. Surgimento de novos
tipos de clientes. Problemas inéditos. Oportunidade inéditas. Etc.
Na medida em que a estrutura organizacional tradicional tende a ser relativamente
estática, sempre haverá espaços vazios, ou seja, "trabalhos novos" que não estão
alocados a ninguém do organograma existente (e que, portanto, estão sem dono).
Pelo princípio, todos na organização devem estar atentos a esses espaços vazios e
atuar sobre eles efetivamente, evitando que o "não ir ao encontro deles" acabe
gerando lacunas (lacunas por omissão). É a visão da bola em campo que está na
"zona morta", que não parece ser de ninguém (e ninguém vai à bola).
Por outro lado, a organização precisa estar preparada para lidar eficazmente com o
aumento da lista de "coisas que requerem atenção e ação". Nem sempre a clássica
busca de estabelecimento de prioridades é o caminho apropriado (no biológico,
todas essas coisas são potencialmente relevantes, principalmente se estamos com a
nossa atenção focada na potencial abertura de lacunas e não na otimização de
resultados numéricos ou algo similar). Sem dúvida, um desafio para criatividade em
gestão. O segundo conceito de "espaço vazio" é o espaço das relações entre as partes da
organização, entre os próprios cargos. Aqui o vazio não está mais no conjunto de
elementos (o cargo que deveria existir, a área que deveria ter sido criada para lidar
com problemas, desafios e oportunidades inéditas etc.). O vazio está na conexão
entre cargos/ áreas: o contato que deveria ter ocorrido, a parceria que não foi feita,
o ponto de sinergia/ ação conjunta que sequer foi imaginado, muito menos
explorado criativamente etc. Este tipo de vazio é o que ocorre na sinergia possível
entre programas/ processos de gestão lançados pela organização o tempo todo etc.
São lacunas/ oportunidades de conexão possíveis que poderiam fazer a organização
chegar mais e mais perto do padrão de perfeição que a Gestão Sem Lacunas almeja.
O terceiro conceito de vazio é aquele que sequer enxergamos, porque nossa
imaginação não é estimulada suficientemente. É o vazio relativo/ "virtual". São as
oportunidades que não existem porque nossa imaginação não chegou lá (embora a
dos concorrentes possa eventualmente ter chegado lá, por exemplo) e que só vamos
saber mais tarde.
Podemos também considerar como vazios os assuntos que foram "esvaziados" ou
"varridos para baixo do tapete" e que ficam pendentes em algum lugar do "limbo"
da organização e nunca são resolvidos, embora sejam potencialmente áreas
significativas de geração de lacunas.
Merece registro o fato de que as pessoas que têm maestria em detectar e atuar nos
"espaços vazios" são aquelas que têm talento empreendedor/ competências
empreendedoras. Outra capacidade fundamental para detecção de "vazios" é a
capacidade de prospectar o tempo todo, sem se deixar limitar pelo que é
formalmente atribuído ao cargo/ área. É o que poderíamos chamar de "capacidade
fuçativa", competência chave de pessoas em função investigativa, detetives e
profissões do gênero.
Em síntese, o princípio recomenda que cada colaborador da organização não fique
só no conhecido, na zona de conforto, ao redor de seu cargo formal e das
atribuições decorrentes. Não fique só nos limites de suas obrigações tradicionais.
Assim, em primeiro lugar, erradica-se a doença do "não é comigo; não é da minha
área". Em seguida, projeta-se e busca-se os vazios que irão alavancar a criação das
inovações que criarão o futuro. Assim, eliminamos as lacunas que nos impedem de
chegar ao futuro. 

11 - Aja sempre com foco no bem comum.

Die Happy, "Peaches".


 Aja sempre motivado pelo propósito maior, que é o bem-estar da sociedade, e
nunca pelo medo ou egoísmo, que paralisam ou nos levam a distorções em nosso
próprio modo de ser. A autoproteção e isolamento geram lacunas e nos impedem
de honrar a vida em nós e em tudo ao nosso redor.
Os princípios da Gestão Sem Lacunas visam a ser um guia à tomada de decisão.
Desde decisões "pequenas", típicas de nosso dia-a-dia, até grandes decisões, em
momentos de crise, momentos que parecem ser de prova. Momentos em que somos
testados quanto às nossas convicções (são pra valer ou são só de natureza
protocolar ou "teórica", só para nossos discursos…?).
Decidir sempre com foco no bem comum pode tornar-se o "hábito" mais saudável
de nossas vidas. É no dia-a-dia que esse hábito é desenvolvido:
" É economizar água, conservar energia e outros recursos, separar e reciclar
resíduos, usando só o necessário para que nunca falte a ninguém.
" É deixar as ferramentas em ordem e no devido lugar para que não haja problemas
para quem vai usar mais tarde.
" É caprichar na manutenção e operação dos equipamentos e das instalações para
que nunca haja acidentes e outras conseqüências negativas que possam prejudicar
funcionários, pessoas da comunidade, usuários etc.
" É ser rigoroso em assegurar o melhor para o meio-ambiente para que o planeta
seja saudável e benéfico para todos, inclusive para as gerações que ainda estão por
nascer.
" É usar a instalação pública, banheiros etc. e cuidar para que o próximo usuário a
encontre no estado que você gostaria de encontrar.
" É seguir todas as normas de segurança com interesse genuíno visando à
preservação da vida de todos.
Na medida em que esse hábito seja parte de nosso ser, ele se reproduz também nos
momentos mais críticos e até em momentos decisivos/ de crises. É nesses
momentos em que o hábito de estar sempre pensando no bem comum ("heróis do cotidiano") faz das pessoas comuns verdadeiros heróis.
É também a falta desse hábito que faz as pessoas hesitarem em momentos críticos
e gerarem acidentes muitas vezes de grandes proporções.
O foco permanente no bem comum é a raiz da ética. É nunca fazer qualquer coisa
que vá contra - direta ou indiretamente - o interesse comum. É a pessoa que se
recusa a sonegar impostos porque isso lá na frente estará prejudicando a sociedade
como um todo (menos impostos, menos obras em benefício da sociedade e,
principalmente, dos mais necessitados). É a pessoa que se recusa a fazer algo
deforma negligente porque isso poderá prejudicar a sociedade como um todo em
caso de acidente ou fazer sofrer muitas formas de vida do planeta (e, indiretamente,
prejudicar a vida de futuras gerações).
Esse princípio está na raiz das questões que envolvem situações de conflito de
interesses: o bem comum ou benefício próprio ou de minha área? O bem comum ou
benefícios para os amigos, membros da família etc.? O bem comum ou proteção de
minhas fragilidades, meus erros, meus pontos fracos que, se revelados, poderão
ameaçar minha promoção, meu aumento e até a preservação de meu emprego? O
bem comum ou alguns pontos a mais na guerra da competição contra os meus
concorrentes? O bem comum ou o atingimento de minhas metas, as metas da
empresa? O bem comum ou o recorde que eu bateria no ranking de performance da
companhia? Obviamente, ter alto nível de aspiração é algo legítimo. O problema
está em querer chegar aos melhores resultados a qualquer custo, prejudicando o
bem comum.
Esse princípio é inequívoco. Em conflito, a escolha é cristalina: é pró-bem comum.
Em última instância, é a única escolha capaz de levar a uma evolução genuína e -
por conseguinte - sustentável. O conflito de interesse é, nesse sentido, sempre falso.
A eventual atração pelo outro lado (que não o do bem comum) é sempre uma ilusão
de curta duração, portanto uma fonte geradora de lacunas. Obviamente, na medida
em que a pessoa nem precisa escolher e age sempre em prol do bem comum, seu
propósito de vida está totalmente alinhado a esse objetivo último.
Preocupar-se com o bem comum pode levar algumas pessoas a imaginar que
precisam estar sempre numa posição de grande abnegação e até "anulando-se", de
forma negativa. Podemos dizer que existe uma abnegação positiva e uma negativa.
A positiva é buscarmos o bem comum sem qualquer sentimento de sacrifício

pessoal que faça nos sentirmos mal internamente ou até nos coloque numa atitude de autopiedade, o que pode até afetar o nosso estado geral de saúde etc. Por outro lado, existe um tipo de abnegação positiva em que vejo os outros como partes de mim mesmo e vice-versa, e íntima e genuinamente considero que tudo que faço pelos outros estou também fazendo por mim. Se faço bem aos outros, faço bem a mim. Se eu faço bem a mim, também estou fazendo bem aos outros. Nesse tipo de abnegação é como se eu estivesse cuidando de mim como ser coletivo. Nesse sentido, um grande acidente que um descuido meu possa gerar afeta a todos, meus familiares, meus amigos, toda a sociedade e, direta e indiretamente, a mim. Essa compreensão está também na base deste princípio e talvez a melhor analogia que nos ajude a entender a essência desse princípio é a situação que freqüentemente encontramos dentro de famílias onde vemos pais que abnegadamente buscam o melhor para seus filhos com base exclusivamente num amor incondicional. É claro que existem famílias disfuncionais, onde pais não se importam com filhos, os filhos não se preocupam com os pais ou com seus próprios irmãos e, desde cedo, buscam sobrevivência a qualquer custo, inclusive sacrificando as pessoas da própria família. Essas são as situações em que é visível a carência de algo de fundamental importância, que une as pessoas: o amor pelos seus semelhantes. A metáfora da família é bastante interessante para entender esse princípio porque outra coisa que une a família é a sensação de que os filhos são partes de nós mesmos e daí a idéia de que queremos o melhor para eles, e às vezes, até queremos mais para os filhos do que para nós mesmos. Essa percepção pode ser estendida à família humana e aí retornamos à premissa de que tudo que fazemos aos outros fazemos a nós mesmos e vice-versa, porque todos somos parte de uma só energia maior, o que faz todos sermos um. 

12 – Seja consciência em ação.

Legião Urbana, "A fonte".

Seja um exemplo vivo do que há de melhor no ser humano. Sua consciência é o seu melhor guia nos momentos decisivos. “Faça aos outros o que você gostaria que fizessem a você”. Seja um exemplo vivo do que há de melhor no ser humano. Sua consciência é seu melhor guia nos momentos decisivos. Em seu íntimo, você sempre saberá o que seu melhor eu deve fazer. Faça tudo com consciência, praticando empatia com todos os envolvidos e todos que poderão ser afetados por sua decisão.

O salto qualitativo da indústria petrolífera do Irã. Legião Urbana, "Petróleo do futuro". Quando o Irã for bem governado, será assim. "Pela Revolução, mas pela Revolução no rumo certo".