terça-feira, 30 de junho de 2026

O que serve de modelo para que estruturarmos a nossa realidade. Planet Hemp, "Mantenha o respeito".

Se o respeito que tenho por você me impede de vencê-lo em uma competição esportiva, preciso aprender mais sobre competições esportivas. Em uma competição esportiva, todos devem mirar a vitória. A questão é a divindade da vitória. Então o vencedor da competição esportiva come a deusa e se torna pai de um semideus, onde a divindade é herdada da mãe e o que é terreno, do pai. Um semideus é em si um conflito entre Terra e Céu. É justamente está divindade que coloca o semideus no poder sobre os homens. Aí, ele está em um plano arquetípico acima dos homens, só que ele tem o plano arquetípico dos deuses acima dele. Em um momento, o Japão foi definido pelo Brasil no jogo; no final do jogo, onde o japonês foi japonês de bola na definição do Brasil. Duas coisas que um jogador profissional de futebol não pode fazer, se enrolar com a bola e apanhar da bola.

Alguma vitória você tem que ter. O Paraguai eliminou a Alemanha nos pênaltis; a Alemanha está com um problema para jogar bola, "Big, Big Trouble", Die Happy; os Özil e os Khedira já não têm a mesma possibilidade nesta geração; 2014 mostrou que era esse o caminho. Os caras têm uma idéia de nacionalidade que não permite raízes em outros lugares. É o sangue e o solo. Se você vive lá, você tem que respeitar o que é importante para eles, os valores da estruturação da sociedade deles; você não pode chegar lá e impor seu ser lá achando que todo mundo é obrigado a te tolerar. 

A questão é que há uma Realidade Efetiva Fundamental, e você começa a perceber divergências entre o modelo que estrutura nossa realidade e esta realidade efetiva fundamental. 

Então você quer impor seu ser sobre todo mundo, sendo um modelo que estrutura as pessoas. Marcelo D2, "Qual é?".

Eles só discutem com quem tem credenciais para discutir com eles; eu não tenho credenciais para discutir com vocês.

As eliminações precoces da Alemanha têm sido o padrão, relacionado no tempo à ascensão do Nacionalismo de Extrema-Direita. De um lado, um poder que disse que as minorias, não só minorias, exercerão o governo, alçando-as a totens e cercando-as com tabus. Se você contesta, o delito não é o de que te acusam, é a contestação, da perspectiva desta idéia de ordem; materializam a acusação em "preconceito". Eu não sou sujeito de raça para você me acusar de falar minha raça; tudo o que uma raça faz é odiar outra raça; somos seres humanos, alentados com o Espírito de Deus; conservamos uma base natural, porém transcende nós a natureza. A música, para Schopenhauer, evidência isso. Raça não é conceito aplicável a pessoas. Marcelo D2, "Qual é?". Esses caras transcenderam em um determinado momento o identitário e sociológico, sendo capazes de questionar o menos elevado na própria cultura ao invés de definirem-se pelo menos elevado em nome de um absoluto de unidade a partir de uma matriz identitária e sociológica; já foi assim.

Todos os povos são capazes de observar regras em competições esportivas. 

Há Deus. Um Só Deus; portanto, a Pátria não é Deus. Torcer contra esse Brasil não é torcer contra o Brasil. Do complexo de Vira-Latas ao complexo de Yorkshire que acha que manda no mundo.


Dá um bico na bola e manda para o mato, assim faz o Dogo Argentino. Se isso não é estética e eticamente aceitável, você está no esporte errado. Isso é parar um ataque adversário levantando a galera. O ideal de zero falta derrubou o Paraguai em 1998; Cândido ou o Otimismo? Ser o Otimismo quando você tem que ser Cândido produz respostas inadequadas à realidade efetiva. Entendo, o futebol paraguaio é, ou era, violento; aí já não é competição esportiva, o lugar para a violência é o MMA; força é diferente de violência. Falta é do jogo; há faltas que não são do jogo. A arte da falta do atacante para conter um contra-ataque; não é a falta intencional para parar o jogo, é a disputa de bola faltosa que leva à paralisação do jogo. A arte de escapar da falta; o cara quer seguir a jogada, não quer ficar reclamando. A arte de fazer a falta e a arte de escapar da falta. Quando duas artes se encontram. A arte de parar com falta. Mas com a falta que é do jogo; faltas violentas já acabaram com muitas carreiras, e a gente não quer mais isso. A divindade da vitória estabelece o imperativo categórico; e os fins justificam os meios. Ser sujo e desleal para vencer, é isso de que não gostamos no futebol argentino. Feist, "1, 2, 3, 4". A Alemanha chegou para a disputa de pênaltis contra o Paraguai sem nunca perder uma disputa de pênaltis em Copas do Mundo; isso não intimidou o Paraguai. 

 Sem totens e sem tabus. Afastando a divindade da vitória, a divindade do atleta, a divindade do vencedor; tirando a divindade de tudo o que não é divindade. Agora sim, estão começando a entender.

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