quarta-feira, 18 de junho de 2025

Digamos que eu tenha desenvolvido uma certa demissexualidade.

"Logo você, que fala que atrativos ocultos provocam respostas reflexas". Não basta ser homem, branco, heterosexual e paulista, tem que ter alguma coisa a mais. A demissexualidade é uma orientação sexual na qual a pessoa se sente atraída por outra somente quando há o desenvolvimento de um vínculo afetivo entre elas. Bem, estou lá na loja de conveniência do posto de combustíveis para comprar meus cigarros, chega uma mulher em um SUV BMW, mais longilínea, cintura fina, bem esculpida, uns 30 anos com margem de erro de 2 anos para mais, embalada a vácuo, rs, de roupa justa, dark-haired; em uma sociedade de culto à forma, seria uma bela mulher, e é, não disse que não é. A primeira coisa que olho é se usa aliança, uma convenção social importante para quem tem relacionamento. Se não usa aliança e não a percebo acompanhada eu escaneio; amigo, vem cá, só aquela escaneada em uma mulher vestida assim não tem problema, é a resposta reflexa, hipócrita é quem te acusa. Brasil, parei de brigar com isso. Uma mulher bonita, mas uma presença apagada. Vẽ-se que é uma pessoa de classe média que ascendeu finaceiramente; rico de berço é Mercedes-Benz; mérito dela, a questão não é essa, tem nível sim. Mas o que quero dizer é que a presença é apagada. É comum aqui nesta classe social, são muito formatadas. Aí eu percebo isso para já não querer competir, considerando que eu sou solteiro e não tenho impedimento, "Solteiro Sim", Humberto e Ronaldo. Aí estou vindo com minha CB 500, uma bicicleta de 600 contos rs, Barretos é assim, compram bike de R$ 48 mil, que é para competição, para uso hard, sempre subutilizada, pelo status que dá o bem simbólico, 


e vejo uma redhead no ponto de ônibus, sabe aquela mulher comum? Graciosa, aí você começa a prestar atenção nela, e eu falo que a redhead no ponto de ônibus é mais bonita que a morena da loja de conveniência, até diminuo o ritmo da pedalada para dar uma olhada assim mais detalhada. O Rappa, "Rodo cotidiano". Eu sou bonito? Não sou. É comum você me ver abatido, largado, há muito tempo sem alegria, sem ver beleza, sem paz, sem descanso Mas uma coisa você vê em mim, um homem sério e respeitável, não essas fachadas; perto de mim ela não sente medo, "Luka", Suzanne Vega. Olha as questões sobre as quais escrevo, olha as coisas que acontecem. A mulher, por mais esculpida e produzida que seja, não está sempre produzida, nem sempre ela está bem, tem dia que ela nem quer pentear o cabelo, tem dia que ela está triste, tem dia que ela está doente, há noites em que ela não dorme, não é o corpo, é a mulher que te abraça. Me sinto assim sim, "Whatever", Die Happy, porém sempre sou eu. Sempre é ela. É ela, não o corpo dela, nem a produção dela. Tirem as crianças da sala; sabe onde você vê que uma mulher é gostosa? Lá, na hora H, daquela que você acelera e se assusta com a resposta do motor e tem que ter braço para segurar. 

6.3, é para quem tem a arte e aprecia a técnica. Dessas que vem para cima. "Acelera aê", Ivete Sangalo. Kraftwerk, "Autobahn".
 

Ela é atraente, gostosa já é outra conversa. Precisa desse algo mais. Por que você se acha feia, ou não-bonita? Você se compara com um padrão arquetípico. Que é uma convenção. Inimigos da HP, "Tipo Fiona". Ás vezes é só pelo querer vencer a competição por uma mulher de forma arquetípica, mais nada. Você acha que estou como com esta questão do Irã? Você acha que quem escreve é uma "persona", e não eu? Sou eu, e escrevo pronto para responder pelo que escrevo. É só comida de rabo, pensa que é fácil?

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