A narrativa enquanto uma condensação de narrativas.O dilúvio anterior à humanidade e o dilúvio dos tempos de Noé.
Noé vivia em uma sociedade ultrafechada. Uma sociedade na qual não se entra e da qual não se sai. Faz sentido um homem construir uma barca para poder sair de lá? Se saísse, morria; se morresse, não cumpria sua missão. Um lugar para onde confluíam vários fluxos de água, de modo provável um vale. Quando choveu nos lugares de onde a água fluía para lá, e foram chuvas homéricas, o vale encheu. Não, Noé não tinha como colocar toda biodiversidade da Terra em uma barca. Não é a biodiversidade da Terra, e a daquela terra. Luís Miguel, "La barca". Suponhamos que havia muita água sob a Terra, e que em um determinado momento estas águas aqueceram e evaporaram, vindo para a atmosfera e chovendo. Aí essa água que veio para a atmosfera e choveu levou a matéria orgânica morta para essas lugares onde a água estava antes, e isso ficou lá cozinhando por milhões de anos. Se eu estiver certo, há petróleo para caralho.
Então sim, a biodiversidade que sobrou daquele
período caberia em uma barca, para exemplificar. E estava espalhada em
toda a Terra. Pressões de seleção natural. Os dinossauros, em um
determinado momento, e naquilo que era aplicável aos dinossauros,
derivaram para a violência, e essa interferência sutil detonou o
fenômeno, que talvez tivesse sido mais ameno se não fosse isso. A perspectiva de uma terra enquanto a gota que contém o
oceano da Terra. É desse período que começa o petróleo. O que o Yin-Yang
ensina é que há os pontos de Yin-Yang onde há a conexão daquela
sociedade fechada com o mundo exterior. Como nos dias de Noé. No dilúvio anterior à humanidade, a biodiversidade talvez coubesse em uma barca. Se a humanidade derivar para a violência como os dinossauros derivaram, a humanidade será extinta como os dinossauros o foram. É por isso que este verso da música do Djavan, "Te devoro", "Tudo o que Deus Criou pensando em você, fez a Via Láctea, fez os dinossauros". Analogia com a bebida inebriante.
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