"Isso é bom demais para vir do Rei".
É o jogo do xadrez político; não é um xeque-mate, é um xeque simples. Aquele De Quem Não Se Pronuncia O Nome terá de entregar os anéis para não perder os dedos. Por outro lado, isso turbina a campanha de bolsonaristas para o Senado; deixa a questão do impeachment para a próxima legislatura, e vote para eleger o quórum. Quem é o estrategos disso? Como disse Roberto Justus, "A propaganda que não vende é uma propaganda fracassada, ainda que ganhe prêmios". Porque é a finalidade da propaganda. Então a propaganda não é produzida para ganhar prêmios. Claro que é bom vender e também ganhar prêmios. Porém, se você tiver que escolher, ganhar prêmios não é a finalidade da propaganda. Transponha isso para o conceito de estratégia.
O estrategos, um antigo conceito grego, https://youtube.com/shorts/ZXHMiX12PWc?is=sL168GRpwGUB6tHL . O problema destes ritos de passagem é que se você for identificado pelo grupo, em especial pelo poder no grupo, como alguém diferente do grupo, o grupo não deixa você entrar e te ferra até você pedir para sair; isso faz com que gente muito foda não entre; eu não entraria. Eu reconheço, por exemplo, a autoridade do Capitão, e não concebo o Capitão agir comigo pior do que faria um inimigo. Porque o inimigo pelo menos eu sei que é inimigo. São situações limítrofes no limite; é assim e tem que ser assim. Porém, o modelo descarta muito nego foda, e esses caras fazem falta. Se você souber naquilo em que você está sendo exigido, você se sai melhor. Por exemplo, restam 2 caras em uma prova de resistência na água; o grupo já escolheu um, e vai fuder o outro tanto quanto puder; o escolhido era o melhor? Não; era o mais apto àquela idéia de grupo. Porque pensava menos. O grupo identificou no outro alguém potencialmente divergente. Alguém que obedece, que acata, porém não sem pensar e refletir. Estes são elementos de melhoria contínua. Eu, por exemplo, não lido bem com o fato de uma autoridade, uma liderança que você reconhece, te abandonar e te Fuder; isso não gera em mim desenvolvimento, só trauma, porque eu não vou me voltar contra essa autoridade, e é o que eu tenderia a fazer. Passa pela cabeça de vocês um cara que de modo algum reconhece a autoridade do inimigo? Esse na mão do inimigo vai se fuder, mas não vai se entregar; não joguem fora este valor. Se o inimigo te pegar, saiba que você pode ter passado pelo que for, porém nunca estará preparado para o que o inimigo fará com você. Pode estar preparado em linhas gerais, e isso tem que ser feito, cabendo a você enfrentar o específico. Pergunta para os caras lá no Vietnam. O que te prepara para um Gulag stalinista? O caminho se faz enquanto se caminha.
A pessoa do estrategos. O objetivo estratégico não é mudar nada, é abrir o precedente da nulidade neste caso em particular para estendê-lo a todo mundo. Se quiser se livrar, terá que livrar todo mundo. Engenheiros do Havaí, "Somos quem podemos ser".
https://youtube.com/shorts/AipYjjsBEWE?is=cBLgMqvPMheow0T8 . Depois todo mundo come uma pizza junto; é por isso que se diz que no Brasil isso acaba em pizza.
O aceitar dinheiro equivocado. https://youtube.com/shorts/MrhLvFGvqVE?is=53pSttqKc9Bb_Ol5 .
Há muita vaidade no Olimpo. Onde houver deuses, serão inimigos uns dos outros; é um equilíbrio frágil, que pode ser abalado pela menor das brisas. "Desceu! Sereis inimigos uns dos outros". Desce daí que você não é Deus. Quando isso for entendido, que Só Allah É Deus, Divindade É Exclusiva de Allah, a coisa anda. Aí você lê no jornal que "A coluna conversou com 5 Ministros, em condição de anonimato"; peraê, é livre a expressão do pensamento, sendo vedado o anonimato; regra. Há casos em que há o inescapável que deriva da razão quanto ao sigilo da fonte, então vamos parar com esta putaria, putaria em sentido metafórico. Ou fala e dá o nome de quem falou ou não fala; o Ministro pode dizer a um jornalista camarada onde encontrar uma informação, por exemplo. Não é proibir o Ministro de falar, é colocar limites na zona do anonimato. Conselho Federal e Conselhos Regionais de Jornalismo não é censura. Estamos protegendo os Senhores dos Senhores mesmos, e protegendo também a sociedade dos Senhores. "Disseram fontes com conhecimento do assunto"; quem garante que essas fontes de fato falaram e falaram isso? Aí então se diz "Diz-se nos corredores do STF que", é o grau de confiabilidade da informação. "Ouvi na Rádio Peão". O Ministro hábil faz o jogo na disputa de poder, plantando informações, colocando um contra o outro. O mundo jaz no Maligno, isso é política do mundo. O ideal é que só o Presidente do STF fale, e os demais falem só pelos autos ou tenham a habilidade de falar nos espaços que têm. Originais do Samba, "Falador passa mal". Eu acho que não cai.
São 2 lados na disputa pelo poder político, e está estrutura também determina isso.
Nenhum comentário:
Postar um comentário